Longa acompanha uma pequena cidade do interior que transforma uma coincidência em vínculos afetivos marcados pelo futebol e pela cultura popular

Divulgação
“Haverá distâncias entre o que se quer ser, e o que se pode ser”. A frase presente em “BuenosAires”, novo longa dirigido pela cineasta Tuca Siqueira, ecoa no cotidiano da pequena cidade pernambucana que compartilha o nome da capital argentina. Com estreia nos cinemas marcada para 11 de junho, a obra acompanha personagens que transformam essa coincidência em relações atravessadas pela paixão pelo futebol, pela cultura popular e por desejos de pertencimento projetados sobre o imaginário local do país vizinho.
Exibido para mais de 700 pessoas em uma única noite na Mostra de Cinema de Gostoso 2025, o longa parte do olhar de uma professora de espanhol para apresentar personagens, paisagens e contrastes sociais da pequena cidade da Zona da Mata pernambucana. Entre o futebol, a cultura popular e manifestações como o desfile do Maracatu Estrela Dourada durante a Copa do Mundo de 2022, os moradores constroem conexões simbólicas com a Argentina.
Localizada a 79 km do Recife, a Buenos Aires pernambucana reúne cerca de 13 mil habitantes e carrega no cotidiano marcas dessa curiosa relação com o país vizinho. Entre referências ao Boca Juniors, a idolatria por Lionel Messi e casas pintadas em cores vibrantes inspiradas no Caminito portenho, o filme observa como o imaginário argentino atravessa a paisagem cultural da cidade nordestina. Sem buscar respostas definitivas para essa conexão, Tuca Siqueira constrói uma crônica sensível sobre pertencimento, desejo e identidade coletiva.
Com mais de 20 anos de trajetória, Tuca Siqueira dirigiu curtas, séries e longas-metragens que transitam entre a ficção e o documentário. Entre seus trabalhos estão a série “Chabadabadá” (Canal Brasil), os documentários “A Mesa Vermelha”, “Iracemas”, além do longa de ficção “Amores de Chumbo”. A diretora comenta que conheceu Buenos Aires - PE através do livro de fotografias de Josivan Rodrigues e passou a frequentar a cidade em 2016. “A cada ida à Buenos Aires, eu enxergava um pouco mais daquela pequena cidade simples que me mostrava uma realidade vestida de sonho e graça. Pessoalmente, acredito que desde 2016, sofremos politicamente de uma tentativa constante de roubar nossos sonhos. Roteirizar, dirigir, produzir e, sobretudo, estar em contato com esses personagens me proporcionou o exercício da manutenção do sonho. E é disso que esse filme fala”, afirma.
Ela também explica que entende o filme como um "documentário paisagem” apresentando a atmosfera de uma pequena cidade da Zona da Mata Pernambucana em tom fabulesco, investigando o limite entre documentário e ficção. “Simbolicamente, o filme projeta uma imagem complexa e poética de um nordeste que rompe com estereótipos de fome e miséria. Concluímos as filmagens durante a última Copa do Mundo e é uma alegria que ele ocupe os cinemas na Copa de 2026”, revela.
“BuenosAires” é uma produção da Garimpo Filmes, com distribuição da Arthouse Distribuidora. Com produção de Rayssa Costa, em parceria com a roteirista e diretora da obra Tuca Siqueira.
Logline
Buenos Aires é uma pequena cidade brasileira que tem o mesmo nome da capital da Argentina. Seus moradores celebram essa coincidência nominal com a criação de vínculos afetivos manifestados no futebol e na cultura durante a última Copa do Mundo.
Sinopse
Na Zona da Mata de Pernambuco, Nordeste do Brasil, o município de Buenos Aires tem o mesmo nome da capital da Argentina. Uma professora de espanhol apresenta personagens e lugares da cidade, uma paisagem de contrastes sociais com influências das diferentes culturas. Apesar de não haver vestígios da passagem de portenhos pelo lugar, alguns habitantes enfatizam a "coincidência” de diversas formas e criam um vínculo afetivo com o país vizinho. Jogos de futebol, um desfile do Maracatu Estrela Dourada e a chegada de um argentino como novo morador evidenciam essas ligações durante a última Copa do Mundo.
Ficha Técnica
Gênero do filme: Documentário
Cidade e estado da produção do filme: Buenos Aires-PE / Buenos Aires-ARG
Duração:70’
Empresa Produtora: Garimpo Filmes
Distribuidora: Arthouse Distribuidora
Produção: Rayssa Costa e Tuca Siqueira
Produção Executiva: Rayssa Costa e Rita Leers de Vilhena
Direção de Produção: Rita Leers de Vilhena
Direção: Tuca Siqueira
Roteiro: Tuca Siqueira
Montagem: Tainá Menezes e Marcelo Coutinho
Fotografia: Roberto Iuri e Felipe Lima
Trilha Sonora: Henrique Albino
Som Direto: Guga S. Rocha
Edição de Som: Guga S. Rocha e Bruno Alves
Mixagem de Som: Guga S. Rocha e Bruno Alves
Sobre a diretora
Tuca Siqueira é uma diretora e roteirista pernambucana que considera inegociável o direito a sonhar e sua obra investiga o limite entre documentário e ficção. Em mais de 20 anos de trajetória, dirigiu diversos curtas-metragens e séries como a comédia "Chabadabadá" (Canal Brasil) e as documentais “Cinéticas" (Canal Curta) e "Nosso Ofício" (Canal Futura).
Seu longa de ficção "Amores de Chumbo” (Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Festival do Rio) foi lançado em 19 capitais brasileiras pela rede Cinemark e está disponível na Amazon Prime, Apple TV e TV Sesc. Os longas-metragens documentais assinados pela diretora são "A Mesa Vermelha", "Iracemas" (Menção Honrosa no Festival do Rio / Coprodução Globo News) e “BuenosAires” (Mostra de Cinema de Gostoso 2026). Neste último, a diretora provoca o público a contemplar a atmosfera de fabulação no cotidiano de uma pequena cidade no Nordeste do Brasil.
Filmografia de Tuca Siqueira
“Vou Contar para Meus Filhos” (curta doc - 2011)
“Garotas da Moda” (curta doc -2012)
“A Mesa Vermelha” (longa doc - 2013)
“Amores de Chumbo” (longa fic 2017)
“Nosso Ofício”(série doc -2018)
“Iracemas” (longa doc 2023)
“Chabadabadá” (série fic - 2024)
“Cinéticas” (série doc - 2025)
SOBRE A ARTHOUSE
A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema independente que traz em seu catálogo filmes como “A Erva do Rato” e “Educação Sentimental”, de Julio Bressane, “A História da Eternidade” e “King Kong em Asunción”, de Camilo Cavalcante, “Big Jato” e “Piedade”, de Cláudio Assis, “Futuro Junho”, de Maria Augusta Ramos, “Um Filme de Cinema”, de Walter Carvalho, o argentino “Vergel”, de Kris Niklison, o português “Os Maias”, de João Botelho, “Relatos do Front”, de Renato Martins, “Auto de Resistência”, de Natasha Neri e Lula Carvalho, “Fevereiros”, de Marcio Debelian, “Música para Quando as Luzes se Apagam”, de Ismael Canepele, “O Beijo no Asfalto”, de Murilo Benício, e “Domingo”, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, entre outros de um conjunto de quase 30 longas entre filmes de ficção e documentários, em 12 anos de trajetória.
Como destaque entre os lançamentos para 2026 estão os filmes ¨Pele de Rinoceronte¨, de Marcello Ludwig Maia, ¨Quatro Meninas¨ de Karen Suzane, 2025 (76o. Festival de Berlin - Generation 14 Plus 2026; 58o. Festival de Brasília - Prêmio Especial do Juri; Melhor atriz para Dhara Lopes; 27o. Festival do Rio e 49o. São Paulo International Film Festival.), ¨Vivo 76¨ , de Lirio Ferreira, ¨London 70¨, de Rejane Zilles, ¨Nada a Fazer¨ de Leandra Leal e BuenosAires, de Tuca Siqueira.
SOBRE A GARIMPO FILMES
A Garimpo Filmes é uma produtora cultural pernambucana que atua em projetos audiovisuais e de formação. Gerida pelas sócias Tuca Siqueira e Rayssa Costa - produtoras do filme “BuenosAires”, a empresa tem perfil agregador e trabalha de maneira autônoma ou através de coproduções baseadas em trocas férteis e criativas entre produtoras e profissionais do mercado cinematográfico.
Com 19 anos de atuação, um dos projetos de destaque da Garimpo foi a realização da obra “Olhares sobre Lilith", quando 22 diretoras pernambucanas realizaram 24 curtas-metragens provocando o diálogo entre a literatura e o audiovisual, promovendo assim espaço e protagonismo para o feminino com filmes em diversos formatos.
Além dos curtas metragens “Garotas da Moda”, “Vou contar para Meus Filhos”, “Nely”, “Ivis”, “O Cheiro Azul do Livro”, “Rainha dos Degredados”, “O Caso da Menina” e das séries documentais para TV's públicas "A Torre e o Dirigível dos Sonhos", "O Vento que me visitou" e “Canto Delas”. A Garimpo também coproduziu o longa-metragem documental “A Mesa Vermelha” e o longa-metragem de ficção “Amores de Chumbo”. Este último foi lançado comercialmente em 19 capitais brasileiras através da rede Cinemark e licenciado para o Canal Brasil, linhas aéreas e plataformas Now e Amazon Prime. (http://www.amoresdechumbo.