Saída do Bradesco e do fundador Henri Stad marca nova era de governança com entrada dos fundos Concept e Fener; CEO passa a deter 35% das ações.
A Aramis Inc. inicia 2026 com uma nova configuração societária desenhada para sustentar seu plano de expansão. A companhia concluiu a reestruturação de seu cap table com a saída da 2bCapital (gestora do Bradesco, investidora desde 2013) e do fundador Henri Stad. A operação resultou no aumento da participação do CEO Richard Stad, que agora detém 35% das ações, tornando-se o maior acionista individual.
O movimento atraiu dois novos parceiros estratégicos: a Concept Investimentos, de Rafael Gonçalez, e a Fener Capital, de Leonardo Deeke. Ambos os fundos passam a deter 32,5% da companhia cada. A transação reforça o pilar de governança, trazendo sócios especializados para apoiar o próximo ciclo de crescimento.
Alinhamento de longo prazo
A mudança acionária visa blindar a estratégia de "House of Brands". "Procurei sócios que tivessem uma visão de longo prazo e um alinhamento cultural grande com a gente. Também queria parceiros que compartilhassem nossa visão de construir uma plataforma de lifestyle do homem brasileiro", afirmou Richard Stad.
Sobre a escolha dos novos parceiros, Stad destacou a sinergia operacional: "Eu vi ele [Rafael Gonçalez] operando como investidor, no conselho e no dia a dia das empresas, e ele tem um perfil muito parecido com o nosso".
Financiando o Futuro
O novo desenho societário dá suporte financeiro e estratégico para as metas agressivas da companhia. A Aramis Inc. projeta alcançar R$ 1 bilhão em faturamento em 2026, impulsionada pelo crescimento das novas verticais (Urban, Next e Calçados) e pela abertura de lojas.
Olhando para o horizonte, o CEO confirma que a estratégia de crescimento inorgânico segue no radar. "Trabalhamos muito nesses pilares e agora que temos eles prontos, queremos chegar a 6 a 8 marcas até 2030, com um mix de crescimento orgânico e inorgânico", projeta Stad. Ele pondera, no entanto, que a primeira aquisição deve acontecer a partir de 2027, já que o foco de 2026 será escalar as novas unidades de negócio recém-criadas.
A operação valida a transformação da varejista perante o mercado e mantém aberta a possibilidade de um IPO futuro, condicionado a janelas de mercado favoráveis.