Por Roberto Sbragia, presidente da FIA Business School
Durante décadas, escolas de negócios foram reconhecidas por sua tradição acadêmica, pela excelência de seus professores e pela solidez conceitual de seus programas. Esses atributos continuam essenciais, mas, no contexto atual, já não bastam. Em um ambiente de negócios marcado por complexidade, velocidade e decisões de alto impacto, ensinar bem deixou de ser suficiente. Hoje, o verdadeiro desafio é transformar conhecimento em ação e aprendizado em impacto real na vida profissional dos alunos e nas organizações em que atuam.
É a partir dessa constatação que a FIA Business School decidiu repensar, de forma profunda e estruturada, a jornada de aprendizagem que oferece.
Esse movimento não nasce de uma ruptura com o passado, mas de uma evolução consciente. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o aluno executivo mudou. Ele chega mais informado, mais exigente e com menos tempo disponível. Busca clareza de propósito, aplicabilidade imediata e experiências de aprendizagem que dialoguem diretamente com desafios concretos do mercado. Nesse cenário, a experiência educacional deixa de ser um complemento e passa a ser parte central do valor entregue.
A resposta a essa mudança foi um redesenho da jornada como um todo. Um processo que envolveu escuta ativa de alunos, ex-alunos, empresas e professores, e que resultou em decisões estratégicas claras. A nova marca da FIA Business School surge como a expressão visível desse movimento não como um exercício estético, mas como a consolidação de um posicionamento. Ela alinha identidade, discurso e experiência para tornar explícito aquilo que sempre esteve no DNA da instituição: a conexão profunda entre conhecimento acadêmico, prática executiva e geração de valor para a sociedade.
Ao integrar a nova marca à jornada do aluno, a FIA Business School assume uma postura mais clara, contemporânea e assertiva. Desde o primeiro contato com a instituição até a conclusão de um programa, o aluno passa a perceber com mais nitidez o que está sendo proposto: uma formação que respeita sua trajetória profissional, dialoga com sua realidade e o desafia a aplicar, de forma crítica, aquilo que aprende. Essa clareza reduz ruídos de percepção, aproxima novas gerações de profissionais e fortalece o vínculo entre expectativa e entrega.
Esse movimento está em sintonia com transformações observadas no Brasil e no mundo. Business schools tradicionais estão revendo seus modelos para responder a um ambiente em rápida mudança, investindo em formatos híbridos, currículos mais flexíveis e experiências educacionais centradas no participante. O foco deixa de ser exclusivamente a transmissão de conteúdo e passa a ser o desenvolvimento de competências aplicáveis, capazes de gerar impacto imediato no desempenho profissional.
Nesse novo contexto, o aprendizado executivo se redefine. Ele se torna mais prático, conectado ao mercado e menos dissociado dos problemas reais enfrentados pelas organizações. Projetos aplicados, estudos de caso contemporâneos, interação constante com executivos e empresas e metodologias ativas de aprendizagem deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos fundamentais.
O redesenho da experiência do aluno também parte do reconhecimento de que aprender é um processo contínuo, não um evento isolado. A jornada vai além da sala de aula física ou digital e se estende aos momentos de troca entre pares, ao networking qualificado, à reflexão crítica estimulada ao longo do programa e à conexão permanente com o ecossistema empresarial. Ao estruturar essa experiência de forma integrada, ampliamos o impacto da aprendizagem para além do período formal do curso.
Mais do que acompanhar tendências, a FIA Business School busca assumir um papel ativo na transformação da educação executiva. Porque o verdadeiro sucesso de uma escola de negócios não está apenas nos títulos que concede, mas na sua capacidade de transformar conhecimento em ação, pensamento em decisão e aprendizado em impacto real.