Relatório destaca que, embora o CDI siga essencial para estabilidade e liquidez, ativos Prefixados e IPCA+ podem potencializar retornos diante do início dos cortes de juros previsto para este trimestre
Com a expectativa do mercado voltada para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), um relatório da XP analisa como o investidor pode considerar ajustes em sua carteira, considerando um provável novo ciclo de afrouxamento monetário. O estudo aponta que, após a manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano, o cenário agora abre espaço para um ajuste gradual no "mix" dos portfólios de renda fixa, sem abrir mão da segurança dos ativos pós-fixados.
Os economistas da XP projetam que o ciclo de cortes se inicie ainda neste primeiro trimestre, com a taxa básica de juros chegando a 12,50% ao final de 2026.
Segundo o estudo histórico realizado por analista do time de Research da XP, períodos de queda da taxa Selic mostraram-se favoráveis para títulos prefixados e indexados à inflação (IPCA+). Esses tendem a apresentar um desempenho relativo superior ao CDI não somente em períodos de quedas de juros, mas principalmente se o investidor conseguir se posicionar antecipadamente ao início do ciclo.
O Papel Estratégico do CDI
Não obstante, o estudo reforça que títulos atrelados ao CDI continuam exercendo um papel central nas estratégias de investimento, independentemente do patamar da Selic.
Liquidez e Estabilidade: O pós-fixado permanece como a principal classe de ativo para prover liquidez imediata e estabilidade ao portfólio, especialmente em momentos de incerteza.
Retornos Elevados: Mesmo com o início das quedas, os retornos nominais do CDI devem seguir em patamares atrativos.
Baixo Risco de Mercado: Diferente de títulos prefixados ou IPCA+, o CDI apresenta menor volatilidade e comportamento mais estável.
"O objetivo não é migrar de uma classe para outra, mas sim diversificar os indexadores da própria renda fixa, além da diversificação entre outros fatores de risco, como ações e fundos imobiliários", explica Rachel de Sá, Estrategista de Investimentos da XP. "Para quem hoje possui uma alocação concentrada exclusivamente em CDI, a proximidade da queda de juros cria uma janela de oportunidade para aumentar a exposição a indexadores mais sensíveis a esse movimento, buscando uma melhor relação risco-retorno para a carteira como um todo".
Análise histórica e oportunidades
O estudo da XP, que analisou ciclos de queda desde 2005, mostra que o retorno médio do índice de prefixados (IRF-M) foi de 13,3% no primeiro ano após o início dos cortes, contra 10,7% do CDI (IMA-S) no mesmo período. Além disso, estima-se que para cada 1 ponto percentual de queda na Selic, títulos IPCA+ de curto prazo (IMA-B 5) tenham uma valorização adicional média de 0,40%, enquanto prefixados (IRF-M) podem subir 0,50% no mesmo mês.
A XP ressalta que qualquer ajuste na composição da carteira deve respeitar o perfil de risco, os objetivos e o horizonte de cada investidor.
Sobre a XP
A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas — promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita sete vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo. Saiba mais em www.xp.com.br.