A gestora reforça seu compromisso com a sociedade ao compensar emissões de funcionários e escritório com créditos internacionais certificados pela Verra.

A agenda ambiental deixou de ser apenas um compromisso reputacional e passou a compor a leitura de risco, governança e competitividade das empresas. É nesse contexto que a Rio Bravo Investimentos mantém, desde 2023, os esforços para neutralizar sua emissão de carbono na operação corporativa. A gestora realiza o inventário de emissões ligado aos funcionários e ao escritório e faz a compensação por meio da aquisição de créditos de carbono. O certificado utilizado tem padrão internacional e cada unidade de crédito representa 1 tonelada métrica de dióxido de carbono reduzida ou removida da atmosfera. Para Evandro Buccini, sócio e diretor da Rio Bravo Investimentos, responsável por ESG na companhia, a decisão de mensurar e compensar a pegada operacional da Rio Bravo reflete um dos propósitos da empresa, de viabilizar um futuro sustentável e apoiar ideias e projetos que geram impacto positivo. “Quando uma empresa mede suas emissões, entende seus impactos e busca compensá-los com critérios reconhecidos internacionalmente, ela passa a tratar sustentabilidade como responsabilidade prática”, afirma Evandro. “Isso está totalmente conectado com o que acreditamos na Rio Bravo, que os investimentos têm o poder de viabilizar projetos reais, construir um futuro sustentável e realizar as metas de vida das pessoas.”
Para a compensação das emissões de gases de efeito estufa referente ao último ano realizado (2024), foram adquiridos créditos de carbono provenientes do Projeto BAESA, registrado sob o padrão Verified Carbon Standard (VCS) da Verra. O projeto consiste na operação da Usina Hidrelétrica Barra Grande, localizada entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, utilizando fonte renovável para geração de energia elétrica. Ao substituir a geração de eletricidade por fontes fósseis, o projeto contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, com estimativa anual de aproximadamente 608 mil toneladas de CO₂ equivalente evitadas. Além dos benefícios climáticos, o projeto promove impactos socioambientais positivos, incluindo ações de reflorestamento, geração de empregos, capacitação de comunidades e incentivo ao desenvolvimento regional sustentável. “Vemos isso como um importante critério de mitigação de risco no longo prazo. Temos um contexto ambiental bastante complexo para lidar, em que todos estamos inseridos, e buscamos a perpetuidade com o menor impacto possível climático possível. A gente olha para o longo prazo não só nos investimentos que gerimos, mas também nas práticas próprias da empresa.” comenta Evandro.
Além da compensação de carbono, a Rio Bravo também é signatária do Pacto Global da ONU, iniciativa que orienta empresas em temas ligados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção, com conexão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A gestora envia relatório anual à organização e mantém um Comitê Institucional ASG voltado ao acompanhamento dessas frentes, em uma estrutura que busca integrar sustentabilidade, governança e responsabilidade corporativa. Além disso, o fundo de infraestrutura RBIF11, gerido pela Rio Bravo, é o único fundo ESG no setor e o único com a classificação IS da ANBIMA. “Optamos por criar um FI-Infra ESG justamente porque enxergamos o ESG como um mitigador de risco de longo prazo. Esses títulos de crédito privado que o FI-Infra compra têm como característica principal o prazo longo das operações atreladas a eles. Então a preocupação é entender se a empresa vai chegar lá com capacidade para honrar esses pagamentos. O RBIF11 cria essa camada para quem busca investir em infraestrutura com essa cabeça”, adiciona Evandro.
Para o mercado financeiro, esse tipo de compromisso ganha relevância porque investidores, reguladores e empresas têm sido pressionados a demonstrar não apenas intenção, mas método, transparência e acompanhamento contínuo de suas práticas ambientais. “O setor financeiro tem um papel importante porque influencia decisões de capital e padrões de governança. Ser Carbono Neutro na operação própria é um passo objetivo, mas também simbólico, porque mostra que a transição começa dentro de casa, com dados, inventário, compensação e acompanhamento”, comenta Evandro.
A tendência é que iniciativas como essa deixem de ser diferenciais isolados e passem a compor uma nova régua de confiança para o mercado. Em um ambiente no qual a crise climática pressiona cadeias produtivas, ativos financeiros e decisões de investimento, empresas que estruturam inventários, compensam emissões e reportam compromissos de forma recorrente tendem a se posicionar com mais consistência diante de investidores e parceiros. No caso da Rio Bravo, a pauta ganha força justamente por não se limitar ao anúncio de uma certificação, mas por mostrar uma prática iniciada em 2023, conectada ao escritório, aos colaboradores e a uma governança interna dedicada ao tema. “A boa notícia é que o mercado está amadurecendo, e empresas que se antecipam nessa agenda ajudam a criar uma cultura mais transparente, responsável e preparada para o futuro. Achamos essa constância importante e já estamos nos preparando para o terceiro ano de neutralização do carbono”, conclui Evandro.
Sobre a Rio Bravo Investimentos
Com mais de 25 anos desde a sua fundação, a Rio Bravo é uma das maiores gestoras independentes da América Latina, focada em ativos reais com atuação em imóveis, crédito, infraestrutura, ações e multiestratégia. A empresa tem mais de R$12 bilhões em ativos sob gestão, distribuídos entre 50 fundos de investimento. Contando com a confiança de mais de 200 mil cotistas em seus fundos com foco em renda, a Rio Bravo atende investidores de todos os tamanhos, individuais e institucionais, domésticos e internacionais.
A trajetória da Rio Bravo inclui a movimentação de mais de R$ 15 bilhões em transações imobiliárias e conta com mais de R$ 1 bilhão em crédito sob gestão. Foi também pioneira em fundos imobiliários listados na B3. Além das estratégias de investimento, também atua com serviços como estruturação de crédito, serviços fiduciários, carteira administrada tokenizada e área de Investments Solutions, voltada para os clientes institucionais.
Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil e um dos principais arquitetos do Plano Real, é um dos fundadores da Rio Bravo, juntamente com Paulo Bilyk, atual CEO e CIO e responsável por toda a estratégia de investimentos da companhia. Com foco em atrair os melhores talentos do mercado, a companhia é reconhecida por sua transparência e resultados consistentes.