Por que a cultura das empresas está enfraquecendo no modelo híbrido, e como evitar esse erro

 CEO da Eureka Coworking explica por que a cultura não sobrevive sozinha fora do escritório e o que empresas precisam fazer para não perder engajamento e talento

A consolidação do trabalho híbrido trouxe ganhos claros de flexibilidade e qualidade de vida. Mas, junto com esses benefícios, surgiu um problema silencioso dentro das empresas: o enfraquecimento da cultura organizacional.

Segundo levantamento da Gallup, apenas 23% dos colaboradores no mundo se dizem engajados no trabalho, um dos principais sinais de desconexão entre pessoas e empresas em modelos mais flexíveis.

Para Daniel Moral, CEO e cofundador da Eureka Coworking, o erro mais comum das empresas é acreditar que a cultura se mantém automaticamente fora do ambiente físico. “O maior equívoco hoje é achar que a cultura sobrevive sozinha no modelo híbrido. Sem intenção, o híbrido vira isolamento disfarçado de flexibilidade”, afirma.

Com operações em cidades como São Paulo, Campinas e Lisboa, a Eureka acompanha de perto empresas que migraram para modelos flexíveis, e observa um padrão claro: aquelas que não redesenham sua cultura começam a perder engajamento, alinhamento e senso de pertencimento ao longo do tempo.

O escritório mudou de papel, e isso muda tudo. Na prática, o escritório deixou de ser o centro da operação e passou a ter um papel mais estratégico. “O escritório deixou de ser obrigatório, mas nunca foi tão importante. Ele precisa gerar valor, conexão, troca e decisão. Se fosse só um lugar para sentar e trabalhar, perderia o sentido”, diz Moral.

Empresas que usam espaços como coworkings têm conseguido transformar encontros presenciais em momentos mais produtivos e relevantes, focados em colaboração, criatividade e relacionamento, e não apenas na execução de tarefas.

A partir da experiência com centenas de empresas, o executivo aponta quatro práticas que fazem diferença real:

Criar rituais que conectem as equipes

Mesmo com times distribuídos, manter rituais coletivos é essencial para reforçar identidade e alinhamento. Reuniões de início de semana, encontros periódicos presenciais ou momentos informais de troca ajudam a criar pontos de contato consistentes entre as pessoas. “Rituais simples, como check-ins semanais ou cafés virtuais, ajudam a manter o time próximo e reforçam valores importantes da empresa”, explica Moral.


Estimular encontros presenciais com propósito

No modelo híbrido, o escritório deixa de ser apenas um local de trabalho e passa a ter um papel mais estratégico de promover colaboração, troca de ideias e relacionamento. Segundo o especialista, ambientes como coworkings podem contribuir para isso. “Quando o encontro presencial acontece, ele precisa gerar valor, seja para discutir projetos, estimular a criatividade ou fortalecer relações profissionais”, afirma.

Promover transparência e comunicação constante

Em estruturas flexíveis, a comunicação se torna ainda mais importante para evitar desalinhamentos e garantir que todos caminhem na mesma direção. Por isso, compartilhar decisões, objetivos e resultados de forma clara ajuda a manter as equipes conectadas ao propósito da empresa. “Uma cultura forte depende de clareza. Quanto mais as pessoas entendem para onde a organização está indo, mais elas se sentem parte dessa construção”, diz o CEO da Eureka.

Incentivar autonomia com senso de pertencimento

A flexibilidade tende a ampliar a autonomia dos profissionais, mas isso precisa vir acompanhado de um sentimento de pertencimento ao time e à organização. Para Moral, criar oportunidades de interação e colaboração é fundamental para equilibrar esses dois pontos. “Ambientes que incentivam troca de experiências, networking e convivência ajudam a reforçar que, mesmo trabalhando de lugares diferentes, todos fazem parte de um mesmo projeto”, complementa.

Por fim, Moral destaca que fortalecer a cultura organizacional em modelos de trabalho flexíveis exige intencionalidade. “As empresas precisam criar mecanismos que incentivem a colaboração, a troca de experiências e o alinhamento constante entre as equipes. A cultura deixa de estar associada ao espaço físico e passa a ser construída nas interações e nos valores compartilhados”, afirma. Nesse contexto, o executivo ressalta que espaços de coworking ganham relevância ao oferecer infraestrutura, networking e oportunidades de interação que mantêm as equipes engajadas e conectadas, mesmo em estruturas mais distribuídas. 


Sobre a Eureka Coworking

Fundada em 2014, a Eureka Coworking é uma rede global de coworkings, escritórios compartilhados e inteligentes com unidades estrategicamente localizadas em São Paulo, Campinas e Lisboa. Com empresas como, CVC, Pacaembu, Linx e Keyrus em seu portfólio, atua há 12 anos oferecendo soluções que ampliam a eficiência das empresas diminuindo custos e impulsionando a produtividade dos negócios. Com o compromisso de criar um ambiente de trabalho colaborativo e inspirador, onde todos se sintam parte de uma comunidade conectada, a Eureka oferece soluções flexíveis, que vão desde built suit e escritórios compartilhados à espaço para eventos corporativos.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem