Corte menor à vista: Petróleo e Fed reduzem ritmo percentual de corte da Selic

 "A combinação de alta do petróleo, maior incerteza geopolítica e juros elevados nos Estados Unidos reduz o espaço para um início mais agressivo dos cortes da Selic" , Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike


       “O início não deve ser adiado, mas poderá haver impacto na intensidade do corte, que deve ser de 0,25 p.p e não de 0,50 p.p. A combinação de alta do petróleo, maior incerteza geopolítica e juros elevados nos Estados Unidos reduz o espaço para um início mais agressivo dos cortes da Selic. Esse ambiente externo mais pressionado tende a manter o Banco Central cauteloso, já que pressiona câmbio e expectativas de inflação. Caso os juros permaneçam elevados por mais tempo no Brasil, o efeito natural é uma desaceleração do crescimento em 2026, com impacto direto sobre crédito, investimento e consumo”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike


       “O Copom deve postergar um corte mais agressivo da Selic diante de um cenário que combina pressão inflacionária vinda do petróleo e restrição externa com o Fed mantendo juros elevados. Isso mantém o crédito tradicional mais caro e reduz a velocidade de concessão. Por outro lado, abre espaço para soluções estruturadas, como FIDCs, que conseguem oferecer capital com melhor eficiência e retorno ajustado ao risco. Em 2026, a economia pode desacelerar, mas a demanda por crédito alternativo tende a crescer como resposta a esse ambiente ",Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.


       “O cenário atual reforça a probabilidade de o Copom reduzir 0.25 p.p da Selic, diante da alta do petróleo, que pressiona expectativas de inflação, e de um ambiente externo mais restritivo. A manutenção dos juros pelo Fed entre 3,50% e 3,75% reduz o espaço para flexibilização no Brasil, já que qualquer movimento antecipado pode gerar pressão cambial e desancoragem das expectativas. Com isso, a tendência é de juros elevados por mais tempo, o que impacta diretamente o custo de capital, o consumo e os investimentos. Esse cenário pode, sim, desacelerar o crescimento econômico em 2026, exigindo mais preparo técnico de profissionais e empresas para navegar um ambiente mais exigente e seletivo”, Fabio Louzada, CEO da B7 Business School.


       “As decisões da Super Quarta de hoje chegam em um momento de máxima tensão: o que era consenso de corte de 0,50 ponto na Selic virou dúvida real, o mercado migrou majoritariamente para 0,25 ponto, após a disparada do petróleo com o conflito no Oriente Médio reacender o temor inflacionário. Nos EUA, o Fed deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%, sem sinalizar cortes no horizonte próximo, o que estreita ainda mais o espaço do Banco Central brasileiro para agir com mais ousadia. O Focus já revisou a Selic para 12,25% ao fim de 2026 e o IPCA para 4,10%, sinalizando que juros elevados por mais tempo são o cenário base. Para quem decide investimentos e expansão, o recado é claro: não espere alívio rápido do custo de capital. O ritmo do ciclo de cortes importa tanto quanto o corte em si, e o tom do comunicado do Copom amanhã será tão relevante quanto o número”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.


       “O adiamento dos cortes mais agressivos da Selic pode representar uma consequência direta no cenário que combina pressão inflacionária e restrição global de liquidez. Com o Fed mantendo juros elevados, o custo de captação segue alto e exige estruturas mais eficientes para manter o fluxo de crédito. Nesse contexto, operações via securitização e FIDCs ganham protagonismo ao conectar empresas à liquidez de forma mais estratégica. Em 2026, a economia tende a crescer em ritmo mais moderado, mas com maior sofisticação nas soluções financeiras utilizadas pelas empresas”, Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue.


       “A expectativa do mercado é de maior cautela na trajetória da Selic, com dúvidas sobre o ritmo dos cortes diante do cenário externo. A alta do petróleo e a postura do Fed tendem a reduzir a previsibilidade no curto prazo. Nesse contexto, investidores podem buscar ativos que ofereçam maior estabilidade e previsibilidade de retorno, especialmente em um ambiente em que os juros devem permanecer elevados por mais tempo”, Pedro Ros, CEO da Referência Capital


       “Com o Fed mantendo juros entre 3,50% e 3,75% e o petróleo pressionando a inflação, o Copom pode manter uma postura mais conservadora e adiar cortes mais agressivos da Selic. Esse cenário reduz a liquidez global e torna o capital mais seletivo. Para o ecossistema de startups, isso significa menos espaço para crescimento baseado em rodada e mais foco em eficiência operacional. Em 2026, a desaceleração pode ser natural, mas também tende a consolidar empresas mais sólidas e preparadas para ciclos mais sustentáveis”, Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest.



       “A combinação de petróleo em alta com juros americanos estáveis reforça a necessidade de cautela do Copom, o que pode adiar o início dos cortes da Selic. Esse cenário mantém o diferencial de juros como peça-chave para o fluxo de capital, especialmente para estruturas como FIDCs, que se beneficiam de taxas elevadas. Com juros altos por mais tempo, vemos uma migração natural para crédito estruturado, enquanto a economia real tende a desacelerar gradualmente em 2026, refletindo o custo mais elevado do dinheiro”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.


       “O cenário externo ficou mais pressionado com a alta do petróleo, mas o mercado ainda projeta corte de 0,25 ponto na Selic, com cerca de 70% de probabilidade, segundo o mercado de opções. O que mudou foi o balanço de riscos, que reduz o espaço para movimentos mais agressivos e deve levar o Banco Central a adotar um tom mais cauteloso. Com o Fed mantendo juros entre 3,50% e 3,75%, o custo global de capital segue elevado, limitando cortes mais rápidos no Brasil. Se esse cenário persistir, a tendência é de juros altos por mais tempo, com impacto sobre crédito, consumo e crescimento em 2026”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.


       “O ambiente atual aumenta a chance de o Copom adiar o ciclo de cortes da Selic, principalmente com a pressão inflacionária vinda do petróleo e o cenário externo mais desafiador. A manutenção dos juros pelo Fed entre 3,50% e 3,75% reduz o espaço para cortes no Brasil sem gerar volatilidade cambial. Com isso, a economia tende a conviver com juros elevados por mais tempo, o que pode desacelerar o crescimento em 2026, ao mesmo tempo em que reforça a importância de estratégias de investimento mais estruturadas e de longo prazo”, Fábio Murad, Economista e CEO da Super-ETF Educação.


        “A expectativa para essa Super Quarta é de um ajuste de rota, não de aceleração. O mercado passou a precificar um ciclo de juros mais lento, o que muda completamente a lógica de crescimento das empresas. Com o capital global ainda caro por causa do Fed, startups deixam de crescer com base em funding e passam a depender de eficiência e receita. Se esse cenário persistir, 2026 tende a ser um ano de consolidação, não de expansão acelerada”, João Kepler, CEO da Equity Group. 

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