Por que o botox pode falhar mesmo com o Brasil entre os líderes mundiais em estética

 País registra mais de 3 milhões de procedimentos ao ano e falhas técnicas ou fatores biológicos explicam casos de ausência de resultado

Segundo a ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), o Brasil está entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo, com mais de 3 milhões de intervenções anuais, entre cirúrgicas e não cirúrgicas, de acordo com o levantamento global mais recente consolidado pela entidade. 

Entre os procedimentos minimamente invasivos, a aplicação de toxina botulínica figura entre os mais realizados internacionalmente. Ainda assim, relatos de pacientes que afirmam que “o botox não funcionou” têm se tornado frequentes nos consultórios.

Angélica Lucena, biomédica esteta e proprietária da Gioventù Clínica Boutique, especializada em harmonização facial e corporal em Ribeirão Preto, também é professora da Gioventù Academy. À frente da clínica, afirma que a ausência de resultado raramente está ligada apenas à marca do produto. “Quando o botox não funciona, é preciso investigar critérios técnicos. Dose, planejamento de aplicação, condição da pele e histórico imunológico fazem diferença direta no efeito final”, explica.

Com mais de 10 mil atendimentos realizados e formação internacional na Coreia do Sul, a especialista afirma que quatro situações concentram a maior parte dos casos de insatisfação. A primeira envolve dose insuficiente. A aplicação abaixo da necessidade da musculatura pode não gerar bloqueio adequado. “Cada músculo tem força e espessura diferentes. Se a dose for menor do que o necessário, o efeito pode ser parcial ou inexistente. Em muitos casos, o reajuste resolve”, diz.

A segunda situação está relacionada ao plano de aplicação incorreto. Pontos mal definidos ou desequilíbrio na estratégia comprometem o resultado. “Não é apenas aplicar a toxina. Existe um mapeamento anatômico que precisa ser respeitado. Um planejamento inadequado pode gerar assimetria ou até ausência de resposta”, afirma.

O terceiro fator envolve flacidez cutânea. Mesmo com a toxina atuando corretamente na contração muscular, uma pele com baixa firmeza pode continuar marcando linhas. “O botox age no músculo. Se houver flacidez importante, será necessário associar tratamentos que estimulem colágeno”, orienta.

A quarta hipótese é mais rara e envolve possível resistência imunológica. Estudos internacionais apontam que aplicações frequentes, em intervalos curtos ou com doses elevadas, podem estimular a formação de anticorpos neutralizantes, reduzindo a eficácia da toxina em parte dos pacientes. “Chamamos de efeito vacinal. O organismo passa a reconhecer a substância e diminui sua ação ao longo do tempo”, explica.

A especialista aponta cinco cuidados para evitar falhas no botox e garantir resultado previsível

Ela recomenda critérios técnicos claros antes da aplicação, tanto para pacientes quanto para clínicas que desejam reduzir retrabalho e preservar reputação.

 

  • Avaliação individual detalhada
    Analisar força muscular, padrão de movimento e qualidade da pele evita subdosagem e erros estratégicos.
  • Definição adequada da dose
    A quantidade deve ser personalizada. Ajustes podem ser necessários após a primeira sessão.
  • Planejamento anatômico estruturado
    Mapeamento correto dos pontos de aplicação é determinante para naturalidade e simetria.
  • Indicação de tratamentos complementares quando necessário
    Casos de flacidez exigem associação com tecnologias ou bioestimuladores.
  • Escolha de profissional habilitado
    Formação específica, experiência comprovada e estrutura adequada são critérios essenciais. “Procedimento estético exige conhecimento anatômico e responsabilidade sanitária. Preço não pode ser o único fator de decisão”, alerta.

 

Para empresas do setor, a abordagem técnica representa vantagem competitiva. Protocolos estruturados, acompanhamento pós-procedimento e transparência na orientação tendem a aumentar fidelização e reduzir riscos jurídicos. “Quando há diagnóstico bem feito, o resultado se torna previsível e a confiança do paciente aumenta”, conclui.

 




Sobre Angélica Lucena

Angélica Lucena é biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul.

Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto.

Para saber mais, acesse Instagram  ou pelo site.

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Sobre a Clínica Gioventù Boutique 

A Gioventù Boutique nasceu do sonho da biomédica Dra. Angélica Lucena em transformar vidas através da estética avançada. O que começou em 2016 em uma pequena sala de 12 m², hoje é um espaço moderno de 500 m² em Ribeirão Preto, pensado para oferecer experiências únicas e acolhedoras.

Com mais de 9 anos de trajetória e mais de 10 mil mulheres atendidas, a clínica se tornou referência em procedimentos que realçam a beleza natural e elevam a autoestima. Entre os destaques estão a harmonização facial, preenchimento labial, botox e rinomodelação, sempre realizados com excelência e cuidado personalizado.

Para mais informações acesse clinicagioventu.com.br

Fontes de pesquisa

International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)
https://www.isaps.org/discover/about-isaps/global-statistics/

https://www.isaps.org/media/vdpdanke/isaps-global-survey-2023.pdf


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