Lucro da Vivo cresce 11,2% em 2025 e chega a R$ 6,2 bilhões

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No quarto trimestre do último ano, o lucro líquido atinge R$ 1,9 bilhão, avanço de 6,5%; Receita total do ano alcança R$ 59,6 bilhões e acelera 6,7%; no trimestre, registra R$ 15,6 bilhões, aumento de 7,1%; Receita de novos negócios digitais B2C e B2B cresce 27,0% em 2025 e já representa 12,1% da receita total; Base de acessos pós-paga soma 70,8 milhões, ampliação de 6,5%, enquanto a fibra avança para 7,8 milhões de clientes, volume 12,0% superior em relação ao ano anterior; Remuneração aos acionistas totaliza R$ 6,4 bilhões em 2025, incremento de 9,1%, com payout de 103,4% do lucro líquido.


São Paulo, 23 de fevereiro de 2026 – A Vivo encerra 2025 com resultados consistentes, combinando desempenho operacional robusto, evolução estratégica e disciplina financeira. A empresa amplia sua base de acessos, acelera receitas – especialmente em novos negócios e serviços digitais corporativos – e reforça a liderança em ESG. No ano, reporta um lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, alta de 11,2%. No quarto trimestre, atinge R$ 1,9 bilhão, aumento de 6,5%.

 

A receita total manteve o ritmo de crescimento acima da inflação, e conclui 2025 em R$ 59,6 bilhões, incremento de 6,7%. No quarto trimestre, fecha em R$ 15,6 bilhões, com elevação de 7,1%. O EBITDA anual totaliza R$ 24,8 bilhões, valor 8,5% maior em relação ao ano anterior, com margem de 41,7%. No trimestre, registra R$ 6,7 bilhões, progresso de 8,1% e margem de 42,9%. Ao excluir os efeitos do fim da concessão, o EBITDA trimestral tem alta histórica de 17,7%.

 

Os investimentos somam R$ 9,3 bilhões, com capex/receita de 15,6%, uma redução de 0,9 p.p no ano, refletindo disciplina financeira e capacidade de ampliar faturamento com menor intensidade de capital. A maior parte dos recursos foi direcionada à expansão de rede, especialmente 5G, que chega a 716 municípios e cobre 67,7% da população. A fibra avança para 31,0 milhões de domicílios em 453 cidades.

 

O último ano também registrou um marco importante: a assinatura, junto à ANATEL, do Termo de Autorização que formaliza a migração de Concessão para o modelo de Autorização. A mudança abre espaço para novos investimentos na digitalização do país, permitindo intensificar a cobertura 4G e 5G em mais de mil municípios, reforçar a capacidade de rede e modernizar a infraestrutura de fibra. Neste contexto, a companhia espera, ao longo dos próximos anos, uma monetização de ativos legados de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões da venda de cobre e R$ 1,5 bilhão da comercialização de imóveis.

 

“Alcançamos um dos melhores resultados financeiros de nossa história, sustentados por crescimento consistente e inovação contínua, sempre com foco na evolução da experiência dos clientes — cuja base foi significativamente ampliada. Guiados pelo nosso propósito, aceleramos a expansão dos serviços digitais e contribuímos para a transformação digital do país. Avançamos de forma relevante no 5G, ampliamos a cobertura de fibra para milhões de lares e empresas e fortalecemos o portfólio digital da Vivo. Esse desempenho evidencia nossa capacidade de liderar o setor, capturar oportunidades e seguir evoluindo com a confiança de clientes, colaboradores e investidores”, afirma o presidente da Vivo, Christian Gebara.

 

Receitas em alta

A receita de serviço móvel atinge R$ 9,8 bilhões no trimestre, crescimento de 7,0%, impulsionada pelo pós-pago, que sobe 9,0% com R$ 8,4 bilhões em faturamento. A linha de aparelhos e eletrônicos, que considera a venda de celulares, acessórios e outros dispositivos, aumenta 13,7%, encerrando o período em R$ 1,3 bilhão. Destaque às vendas de smartphones compatíveis com 5G, responsáveis por 97,1% do total comercializado.

 

O segmento fixo alcança R$ 4,4 bilhões no trimestre, incremento de 5,4%. O desempenho é guiado pela receita de fibra, de R$ 2,0 bilhões, alta de 9,8%, e pela receita de dados corporativos, TIC e serviços digitais, que chega a R$ 1,5 bilhão, progredindo 10,2%.

 

Com 7,8 milhões de clientes conectados com fibra, volume 12,0% superior em relação ao ano anterior, a companhia fortalece sua estratégia comercial com o Vivo Total – oferta que combina fibra e móvel –, que já representa 43,2% dos acessos de fibra e 3,4 milhões de assinantes, progressão anual de 40,9%. Esse desempenho reflete a preferência dos clientes por serviços convergentes e contribui para manter o menor churn em fibra dos últimos anos, de 1,4%.

 

A empresa finaliza 2025 com 116,7 milhões de acessos, sendo 103,0 milhões na rede móvel. O pós-pago registra 70,8 milhões, alta 6,5%, garantindo a liderança nacional com market share de 40,3%. Nos três últimos meses do ano, a Vivo expande ainda mais sua base pós-paga ao inserir 930 mil acessos (ex-M2M e dongles), seja por migrações ou aquisição de novos clientes, contribuindo para manter um churn mensal em índice historicamente baixo, de 1,0%.

 

Ecossistema de tecnologia

Os novos negócios e serviços digitais B2C e B2B crescem expressivos 27,0% no ano e geram R$ 7,2 bilhões, o que representa 12,1% da receita total. No mercado corporativo, serviços de cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e soluções de TI faturam R$ 5,3 bilhões, aumento de 29,5%. Cloud é o principal destaque, progredindo 37,8% e ultrapassando R$ 2,6 bilhões. No final de 2025, a companhia adquiriu a unidade de cibersegurança da Telefónica Tech no Brasil, por até R$ 232 milhões, reforçando seu portfólio e acelerando o lançamento de novas soluções ao mercado. A operação amplia a eficiência no B2B com uma frente comercial integrada e especializada.

 

No B2C, as receitas de novos negócios chegam a R$ 2,0 bilhões, alta de 20,7%. A vertical de Saúde e Bem-Estar, com o Vale Saúde Sempre, cresce 69,9% e atinge R$ 101 milhões no ano, com 471 mil assinantes. As parcerias com OTTs de música e vídeo registram receita de R$ 856 milhões, avançando 18,1%, com uma base de 4,1 milhões de clientes, incremento de 35,0%. Já o Vivo Pay, marca que consolida suas soluções financeiras, como seguros, antecipação de FGTS, parcela PIX, empréstimo pessoal – que desde seu lançamento já concedeu mais de R$ 1,1 bilhão de crédito –, entre outros, tem receita anual de R$ 488 milhões, elevação de 5,9%. Em 2025, cerca de 39% dos smartphones vendidos saíram das lojas com seguro contratado.

 

A Vivo também recorre à inovação aberta para fortalecer esse ecossistema. Com a evolução do Vivo Ventures, seu fundo de corporate venture capital, a empresa ampliou o montante total disponível para R$ 470 milhões, um acréscimo de R$ 150 milhões em relação ao valor original. Desde sua criação, já investiu mais de R$ 220 milhões em 14 startups, sendo sete aportes realizados em 2025, incluindo Asaas e 180 Seguros.

 

Ao considerar todo o portfólio B2C – tanto de conectividade quanto de novos negócios – a receita média mensal por CPF soma R$ 65,8, aumento de 5,7%, reforçando a Vivo como principal ponto de acesso a soluções digitais para seus 56,7 milhões de clientes.

 

Gestão operacional

Os custos totais do trimestre atingem R$ 8,9 bilhões, alta de 6,3%, parcialmente compensada por eficiências operacionais e maior uso de canais digitais. No ano, o fluxo de caixa operacional vai a R$ 15,6 bilhões, avançando 13,4%, com margem de 26,1%. A Vivo encerra 2025 com uma geração de caixa de R$ 9,2 bilhões, crescendo 11,4%.

A remuneração paga aos acionistas totaliza R$ 6,4 bilhões, evoluindo 9,1%, e payout de 103,4%. Durante o ano, a companhia liberou R$ 2,6 bilhões em JCP, R$ 2,0 bilhões por meio da redução de capital e R$ 1,7 bilhão em recompra de ações. A empresa mantém o compromisso de distribuir aos acionistas 100% ou mais do lucro líquido até o final de 2026.

 

“O resultado de 2025 evidencia nossa capacidade de gerar caixa e manter uma rigorosa disciplina na alocação de capital. A eficiência operacional da companhia permitiu elevar margens, reduzir a intensidade de investimentos e entregar um payout superior a 100%, reforçando o compromisso em aumentar consistentemente o retorno aos acionistas”, explica David Melcon, Chief Financial Officer (CFO) da Vivo.

 

Compromisso sustentável

Em 2025, a Vivo consolida sua liderança em ESG ao conquistar reconhecimentos importantes, como a primeira posição no ISE da B3; a quinta colocação global em telecom no Corporate Sustainability Assessment da S&P Global; top 10 entre as empresas mais sustentáveis do país pela Merco; presença na A-List da Carbon Disclosure Project (CDP), com uma das organizações que apresentam as melhores práticas em transparência sobre mudanças climáticas; além da mais sustentável da América Latina, de acordo com a Corporate Knights.

 

Durante o Encontro Futuro Vivo — evento que promoveu reflexões por um mundo mais sustentável e humano –, a companhia firmou um compromisso inédito com a biodiversidade: a iniciativa Floresta Futuro Vivo, em parceria com a re.green, que prevê recuperar e proteger cerca de 800 hectares de floresta na Amazônia, com plantio e conservação de 900 mil árvores ao longo de 30 anos. Como liderança ambiental, a empresa participou da COP 30 como apoiadora e painelista no Pavilhão da Ciência Planetária, ao lado de cientistas climáticos renomados, contribuindo para debates sobre desenvolvimento sustentável.

 

No campo social, a Vivo atuou para reduzir desigualdades no Brasil por meio de iniciativas em educação e inclusão tecnológica, oferecendo competências digitais a estudantes e educadores da rede pública de ensino. Em 2025, os investimentos da Fundação Telefônica Vivo atingem R$ 47 milhões, beneficiando mais de dois milhões de pessoas. Em seu programa de voluntariado, mais de 10 mil colaboradores foram mobilizados, gerando impacto direto em 45 mil indivíduos em 34 cidades, com 52 projetos apoiados — a maioria em escolas públicas.

 

Na agenda de diversidade, a Vivo conclui 2025 com 35% de mulheres em cargos diretivos, 39,8% de liderança executiva feminina, 44,8% de colaboradores pretos e pardos, 34,1% de lideranças pretas e pardas, 5,8% de pessoas com deficiência e 10,1% de pessoas autodeclaradas LGBTI+.

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