Lançamento do Relatório Renda Fixa Digital 2026

 Estudo mapeia R$ 3,34 bilhões em emissões de renda fixa digital no Brasil e aponta avanço institucional do mercado

O mercado brasileiro de renda fixa digital movimentou R$ 3,34 bilhões em 2025, distribuídos em 614 emissões, com taxa de sucesso de captação de 99,7%. Os dados fazem parte do Relatório Renda Fixa Digital 2026, estudo inédito no país que analisa a evolução dos ativos estruturados com registro digital e tokenização, abordando fundamentos, riscos, regulação e critérios de diligência para profissionais de investimento.


Produzido pela DeFin Research, o relatório é voltado a assessores, consultores, gestores e multi family offices que precisam lidar com um universo crescente de ativos alternativos e manter rigor de comitê na análise de crédito. O estudo apresenta um retrato detalhado do ecossistema de renda fixa digital no Brasil, explicando como esses produtos funcionam, quais riscos exigem maior atenção e como enquadrá-los no arcabouço regulatório vigente.


Segundo Beny Fard, CEO da DeFin, o relatório busca preencher uma lacuna de informação técnica no mercado. “A renda fixa digital deixou de ser um experimento. O estudo organiza esse universo de ativos regulados e oferece uma base objetiva para que o profissional de investimento consiga fazer curadoria e análise com disciplina”, afirma.


O mapeamento aponta aceleração relevante no segundo semestre de 2025, período que concentrou 84,8% do volume ofertado. Apenas em outubro, as emissões somaram R$ 1,11 bilhão, distribuídas em 87 operações. O levantamento também evidencia uma assimetria estrutural: 45,8% das emissões foram de até R$ 500 mil, enquanto um grupo reduzido de operações institucionais concentrou volumes elevados, com dez emissões acima de R$ 50 milhões e uma operação que atingiu R$ 885 milhões.


Para André Carvalho, CIO da DeFin, os dados refletem a mudança no perfil dos investidores. “O mercado de renda fixa digital se destacou inicialmente em plataformas com milhões de clientes no varejo, seguindo o perfil de produto demandado por esse público. Hoje, os números mostram que o investidor institucional vem firmando sua posição, indicando que as vantagens da tecnologia se sustentam mesmo diante de diligências mais rigorosas”, diz.


Do ponto de vista financeiro, o relatório mostra predomínio de emissões com rentabilidade pré-fixada, que representam 75,3% das ofertas. No entanto, os maiores volumes captados estão concentrados em operações atreladas ao CDI, responsáveis por 53,67% do total. A taxa média estimada de retorno foi de 18,90% ao ano, com variações conforme setor, prazo e indexador. As únicas operações com retorno negativo foram aquelas vinculadas ao dólar, impactadas pela valorização do real ao longo de 2025.


O estudo dedica um capítulo ao ambiente regulatório, destacando a atuação combinada da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central. Enquanto ofertas enquadradas como valores mobiliários seguem majoritariamente a Resolução CVM 88, operações de padrão institucional operam sob a RCVM 160, com a infraestrutura tecnológica sujeita às regras do Banco Central para ativos virtuais.


Para Christian Gazzetta, sócio da DeFin, a evolução regulatória tem sido determinante para o amadurecimento do mercado. “O ganho de clareza regulatória reduziu barreiras importantes e ampliou a confiança do investidor, permitindo que esses produtos passem a integrar a alocação de capital de forma mais estruturada”, afirma.


O Relatório Renda Fixa Digital 2026 foi apresentado ao mercado durante um café da manhã realizado no Varanda Jardins, em São Paulo, na manhã de 5 de fevereiro, com apoio institucional de Mercado Bitcoin, Capitare, Dexcap e Zuvia, e está disponível para consulta e download neste link.


Além do diagnóstico do mercado, o estudo apresenta um framework prático em cinco etapas para a inclusão da renda fixa digital em portfólios de investimento, abrangendo definição de mandato, curadoria de plataformas, seleção de oportunidades, análise do ativo e monitoramento contínuo.


Destaques do Relatório Renda Fixa Digital 2026


Mercado em 2025: R$ 3,34 bilhões em volume ofertado, 614 emissões e 99,7% de sucesso de captação

Aceleração no segundo semestre: 84,8% do volume entre julho e dezembro

Pico mensal: outubro concentrou R$ 1,11 bilhão em 87 emissões

Estrutura do mercado: 45,8% das emissões até R$ 500 mil; dez operações acima de R$ 50 milhões

Indexadores: 75,3% das emissões pré-fixadas; 53,67% do volume atrelado ao CDI

Rentabilidade média estimada: 18,90% ao ano

 


Sobre Beny Fard


Beny Fard, CFP®, é engenheiro e cofundador da B8 Partners, boutique financeira especializada em M&A, Dívida & Crédito Corporativo, Investimentos Alternativos e Ativos Digitais. Atua também como CEO da DeFin, fintech que oferece soluções de Investment Banking as a Service (IBaaS) combinando modelagem financeira, infraestrutura blockchain e metodologias de análise de risco aplicadas à Renda Fixa Digital e Real World Assets (RWA).


Consultor de valores mobiliários registrado na CVM, acumula experiência em finanças descentralizadas, investimentos alternativos, gestão e planejamento patrimonial, estruturação de ativos e inovação corporativa. Antes da B8, teve passagem pelo Banco BTG Pactual, atuou como investidor de startups e em projetos de inovação corporativa ligados ao Stanford Research Institute. Sua trajetória inclui participação em iniciativas de investimento e consultoria em empresas de médio e grande porte, com atuação em estratégias de crescimento, governança e mercado de capitais.


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Sobre André Carvalho


André Carvalho é CIO e sócio da DeFin. Mestre em Economia e Finanças pela University of Antwerp e administrador pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atua na modelagem financeira, análise de risco e estruturação de operações de renda fixa digital. Tem experiência na construção de métricas de risco e teses de investimento para portfólios de ativos digitais.


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Sobre Christian Gazzetta


Christian Gazzetta é CCO e sócio da DeFin. Economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atua desde 2017 com pesquisa, conteúdo e educação sobre ativos digitais. É revisor técnico de conteúdos da ANBIMA Educação e professor convidado em programas de MBA em Finanças, com atuação voltada à análise regulatória e à comunicação técnica do mercado de ativos digitais.


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Sobre a DeFin


A DeFin nasceu como a gêmea digital (digital twin) da B8 Partners, e se tornou uma fintech (spin-off), servindo como uma plataforma de inteligência e estruturação digital, e tem como time de sócios Beny Fard, Christian Gazzetta, André Carvalho, Juliano Nicocelli e Vinicius Valler. Focada em Renda Fixa Digital e Real World Assets (RWA), a unidade atua como um Investment Banking as a Service (IBaaS), combinando tecnologia proprietária e rigor analítico para auditar, estruturar e liquidar ativos digitais com governança institucional. 


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