Investidores internacionais ampliam aportes em negócios que usam IA para promover inclusão financeira, eficiência e sustentabilidade em larga escala.

A inteligência artificial se consolidou como o eixo mais estratégico do ecossistema de inovação brasileiro em 2025 e começa a redefinir a dinâmica de captação de capital no país. Em 2025, startups que utilizam IA em automação, análise de dados, crédito, segurança e operações críticas receberam cerca de US$ 1,25 bilhão em novos investimentos, ultrapassando mais da metade de todo o volume aportado em 2024. A adoção corporativa também entrou em outra fase. Estimativas mostram que mais de 70% das empresas brasileiras de médio e grande porte já incorporaram algum nível de IA em processos internos, desde atendimento preditivo até gestão de risco, enquanto o número de startups especializadas em soluções avançadas cresce acima de 25% ao ano. A expansão é estimulada por projetos de pesquisa e desenvolvimento dentro de grandes companhias, pelo aumento da procura por profissionais de ciência de dados e machine learning, e pela necessidade crescente de automatizar operações que antes dependiam de estruturas custosas e pouco escaláveis. Esse movimento coloca o Brasil entre os poucos mercados emergentes onde a inteligência artificial já movimenta volumes significativos de investimento, cria diferenciais competitivos claros e se transforma em pilar para modelos de negócio de impacto em escala nacional.
O mercado enxerga esse movimento como uma mudança estrutural na lógica de alocação. Fundos globais direcionam capital para empresas capazes de usar IA não apenas para eficiência, mas para impacto direto em setores essenciais como inclusão financeira, combate a fraudes, otimização de cadeias logísticas, diagnóstico médico assistido e agricultura de precisão. Startups que combinam domínio técnico com capacidade de escalar soluções em um país continental atraem as maiores rodadas e entram em teses de impacto consideradas prioritárias para 2026. Na Bossa Invest, cerca de 12,73% do portfólio atual já está concentrado em startups que utilizam inteligência artificial em seus produtos. “O novo ciclo do venture capital valoriza negócios que combinam tecnologia avançada com impacto real na economia. A inteligência artificial deixou de ser um diferencial e passou a ser um pilar estratégico para resolver problemas estruturais em escala. Fundos globais olham para o Brasil porque encontram aqui startups capazes de escalar rápido, sustentar modelos baseados em dados, reduzir custos operacionais e atacar ineficiências que se arrastam há décadas em setores como finanças, saúde, agricultura e logística. O país se tornou um campo fértil para soluções que unem profundidade tecnológica e aplicação prática, algo que investidores internacionais buscam com cada vez mais rigor. Startups brasileiras já competem em mercados de alta complexidade e demonstram capacidade de entregar eficiência, segurança e produtividade em um nível que atrai capital de longo prazo”, afirma Paulo Tomazela, CEO da Bossa Invest.
Para os próximos anos, analistas projetam que a IA transformará não apenas o ecossistema de startups, mas também a estrutura das grandes empresas brasileiras, que passam a incorporar modelos generativos, automação preditiva e sistemas inteligentes em operações antes inteiramente manuais. Esse avanço cria um ciclo virtuoso de demanda por soluções de impacto, amplia as oportunidades de parcerias entre corporações e scale-ups e reforça a necessidade de modelos de governança e segurança mais robustos. A expectativa é que setores como saúde, energia, finanças e agronegócio liderem a adoção de tecnologias avançadas e atraiam parte significativa do capital internacional que mira o Brasil em 2026. “O Brasil reúne mercado, talento e demanda suficiente para se tornar um dos polos globais de inteligência artificial aplicada. A próxima geração de negócios de impacto nascerá totalmente orientada por dados e eficiência, e quem estiver preparado para isso terá vantagem competitiva duradoura”, diz Tomazela.
Sobre a Bossa Invest
https://bossainvest.com/
Reconhecida como a maior venture capital da América Latina, segundo a CB Insights e outros rankings internacionais, a Bossa Invest foi fundada com a missão de investir em negócios inovadores que transformam a sociedade. Com foco em startups B2B e B2B2C de base digital e alto potencial de escalabilidade, atua majoritariamente nos estágios pré-seed e seed.
Ao longo da sua trajetória, a Bossa já investiu em mais de 1.700 startups, sendo 364 delas brasileiras com investimentos diretos. Juntas, essas empresas somam um valuation consolidado superior a R$ 5 bilhões. A empresa também acumula mais de 120 exits e, só em 2024, investiu mais de R$ 28 milhões em novas empresas, além de aprovar mais R$ 27 milhões em novos aportes. Seu portfólio abrange 42 verticais diferentes, distribuídas pelas 5 regiões do Brasil, resultado de um processo seletivo que avalia 300 empresas mensalmente.
Entre os segmentos com maior representatividade estão Fintechs (11%), Edtechs (8%), Agrotechs (6%), Logística (6%) e HRtechs (5%), refletindo a diversidade de setores estratégicos apoiados pela Bossa.
Fundada por João Kepler, a Bossa conta com sócios como Thiago Nigro, Janguiê Diniz e Thiago Oliveira. Além do capital, oferece inteligência de mercado e suporte estratégico, contribuindo para o crescimento sustentável das startups e a consolidação de um dos maiores ecossistemas de co-investidores do continente.