Buscas por "congelar óvulos" crescem no Google e colocam a fertilidade no planejamento de vida das mulheres em 2026

 De Paolla Oliveira a Monique Alfradique, relatos públicos ajudam a ampliar o debate e consolidam o congelamento de óvulos como ferramenta de planejamento reprodutivo


Dra. Claudia Padilla, especialista em medicina reprodutiva da Huntington

O congelamento de óvulos deixou de ser um tema restrito a consultórios médicos e passou a ocupar espaço no planejamento de vida das mulheres brasileiras. Dados do Google Trends indicam crescimento consistente, nos últimos anos, das buscas pelos termos “congelar óvulos” e “congelamento de óvulos”, com picos recorrentes — especialmente no mês de fevereiro —, sinalizando uma mudança cultural na forma como maternidade, carreira e autonomia reprodutiva vêm sendo encaradas.

“O congelamento de óvulos passou a ser entendido como uma ferramenta de planejamento, e não mais como uma decisão de última hora. As mulheres querem previsibilidade e liberdade para decidir quando será o momento certo”, explica Dra. Claudia Padilla, especialista em medicina reprodutiva da Huntington.

Nos últimos anos, essa mudança de mentalidade ganhou ainda mais visibilidade a partir do relato de mulheres públicas que decidiram falar abertamente sobre o procedimento. Famosas como Paolla Oliveira, Tata Werneck, Carla Diaz, Mariana Ximenes, Nanda Costa, Nicole Bahls e Mariana Goldfarb compartilharam publicamente suas experiências, contribuindo para normalizar o tema e ampliar o debate sobre planejamento familiar.

Mais recentemente, a atriz Monique Alfradique também revelou que optou pelo congelamento de óvulos como parte de seu desejo de ser mãe no futuro. Relatos como esses ajudam a evidenciar que a técnica vem sendo encarada por mulheres em diferentes fases da vida não apenas como uma estratégia médica, mas como um instrumento de autonomia reprodutiva e alinhamento entre projetos pessoais, profissionais e afetivos.

Informação como ponto de partida

Segundo a Dra. Claudia, o crescimento nas buscas não indica, necessariamente, uma decisão imediata pelo procedimento, mas sim o interesse em compreender melhor como a fertilidade funciona ao longo do tempo. Muitas mulheres começam essa pesquisa ainda nos 20 e poucos anos, justamente para conhecer possibilidades, limites e o impacto da idade na fertilidade.

“Em 2026, o planejamento reprodutivo está muito mais associado ao conhecimento do próprio corpo do que à pressa. Quando a mulher entende como a fertilidade evolui, ela ganha autonomia para fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida”, afirma Padilla.

Tecnologia, visibilidade e mudança de mentalidade

O avanço das tecnologias em reprodução assistida também contribui para esse cenário. Protocolos mais seguros, tratamentos individualizados e o uso de inteligência artificial nos laboratórios aumentaram a confiança nos procedimentos e ampliaram o acesso à informação qualificada.

Além disso, a maior exposição do tema na mídia — muitas vezes impulsionada por relatos de figuras públicas — ajuda a quebrar tabus históricos em torno da fertilidade feminina. “Quando mulheres conhecidas falam abertamente sobre suas decisões, o assunto deixa de ser íntimo e passa a fazer parte do debate público”, completa a médica.

Planejar é ampliar possibilidades

Para 2026, a expectativa é que o planejamento familiar esteja cada vez mais integrado à rotina de cuidados com a saúde da mulher, ao lado de exames preventivos e acompanhamento ginecológico regular. “Planejar a fertilidade não significa adiar sonhos, mas criar possibilidades. É uma forma de cuidado com o futuro e com a liberdade de escolha”, conclui Padilla.

 

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

Com 30 anos de história e tradição, a Huntington Medicina Reprodutiva é uma das principais referências em reprodução assistida no Brasil. Ao longo de sua trajetória, construiu reconhecimento nacional pela excelência médica, rigor científico e pelo cuidado humano oferecido a pacientes e famílias que buscam realizar o sonho da parentalidade.

A clínica atua com um portfólio completo de tratamentos em reprodução assistida, contemplando infertilidade feminina, masculina e do casal, congelamento de óvulos, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, doação de gametas, oncofertilidade, aconselhamento genético e tecnologias avançadas de laboratório, como o sistema time-lapse, sempre com uma abordagem individualizada e acolhedora.

Atualmente, a Huntington integra o Grupo Eugin, uma das maiores e mais respeitadas redes de reprodução assistida do mundo, presente em nove países. Essa conexão internacional fortalece o intercâmbio científico, a inovação contínua e o compromisso da Huntington com a evolução da medicina reprodutiva, mantendo o paciente no centro de todas as decisões.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem