Pancreatite: A Inflamação Silenciosa Que Pode Exigir Cirurgia

 Especialistas alertam: dor abdominal intensa pode ser sinal de uma doença grave e crescente, que vai de crises agudas ao risco de complicações fatais — e, em muitos casos, a intervenção cirúrgica é a única saída.

A pancreatite — inflamação do pâncreas — tem se tornado uma preocupação frequente nos pronto-atendimentos. Embora possa começar com sintomas comuns, como náuseas e dor abdominal, a condição pode evoluir rapidamente para quadros graves que exigem internação e até cirurgia.

 

A doença ocorre quando o pâncreas, glândula responsável pela digestão e pelo controle do açúcar no sangue, entra em processo inflamatório. Isso pode acontecer de forma aguda, com início súbito e intenso, ou crônica, quando a inflamação se repete e compromete o órgão ao longo do tempo – Explica o Dr. Ernesto Alarconcirurgião especializado em videolaparoscopia. 

 

Causas Mais Comuns da Pancreatite são:

- Consumo excessivo de álcool – uma das principais causas, especialmente na forma crônica.

- Cálculos biliares (pedras na vesícula) – podem bloquear o ducto pancreático e desencadear inflamação.

- Infecções virais, como caxumba ou hepatite.

- Traumas abdominais que lesionam o pâncreas.

- Uso de certos medicamentos, como antibióticos, diuréticos e imunossupressores.

- Doenças genéticas ou autoimunes, mais raras, mas capazes de gerar inflamação severa.

 

Sintomas Que Acendem o Alerta

A pancreatite costuma apresentar sinais claros, e dolorosos:

- Dor abdominal intensa, muitas vezes irradiando para as costas

- Náuseas e vômitos persistentes

- Febre e inchaço abdominal

- Icterícia (pele e olhos amarelados) quando há obstrução biliar

- Perda de apetite e emagrecimento

 

Em casos graves: insuficiência respiratória, falência renal e sangramentos. Esses sintomas exigem atenção imediata, pois a evolução pode ser rápida. O tratamento começa de forma clínica, com jejum, hidratação intravenosa e controle rigoroso da dor. Mas nem sempre isso basta – Alerta o Dr. Alarcon.

A cirurgia é indicada quando surgem complicações como:

- Pedras na vesícula, que precisam ser removidas

- Pseudocistos e abscessos, que exigem drenagem

- Áreas de necrose infectada, que podem colocar a vida em risco

 

Apesar de não ser o primeiro passo no tratamento, a intervenção cirúrgica pode ser decisiva para evitar desfechos graves – Ressalta o Dr. Ernesto Alarcon.

 

 

Créditos:

Dr. Ernesto Alarcon

Cirurgião Geral especialista em videolaparoscopia e atuação com enfase em Cirurgia Geral e Digestiva. Clinica em SP

Cirurgias de hérnias, vesículas,vasectomia,Bariátrica,  entre outros.

Coordenador e Chefe de Equipes Médicas em Alguns Hospitais em São Paulo.
https://drernestoalarcon.com.br                                             

@drernestoalarcon

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