Dra. Paula Sian explica como proteger a pele durante todo o ano, especialmente no verão
Com a chegada do período mais quente do ano, os cuidados com a exposição solar ganham ainda mais relevância. No Brasil, país com alta incidência de radiação ultravioleta (UV), a atenção redobrada é fundamental para prevenir queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e, principalmente, o câncer de pele, o mais comum entre os brasileiros, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A dermatologista Paula Sian, especialista em dermatologia clínica e estética, alerta que a radiação solar não ameaça a pele apenas em dias ensolarados. “Mesmo em dias nublados, até 80% da radiação UV consegue atravessar as nuvens. Por isso, o uso diário de protetor solar não é opcional é um hábito de saúde indispensável”, afirma. A especialista explica que existem dois principais tipos de radiação solar que atingem a pele:
UVB: responsável pelas queimaduras solares e mais intenso entre 10h e 16h. É o maior risco para câncer de pele;
UVA: é o sol do dia todo. Desde o nascer até o pôr do sol, penetra camadas mais profundas da pele, contribuindo para o fotoenvelhecimento e manchas na pele.
“Quando o paciente entende que cada tipo de raio provoca um dano diferente, ele percebe por que é tão importante escolher um protetor de amplo espectro aquele que protege contra UVA e UVB”, detalha a dermatologista.
Dra. Paula Sian orienta que a escolha deve considerar o tipo de pele, estilo de vida e tempo de exposição:
- FPS 30 ou superior para uso diário;
- FPS 50+ para peles claras, melasma ou exposição intensa;
- Texturas variadas conforme o tipo de pele;
- Fórmulas com cor para reforçar a proteção contra a luz visível.
A dermatologista destaca que muitos danos poderiam ser evitados se as pessoas aplicassem o produto de forma correta. Entre os erros mais frequentes, ela cita:
- Aplicar quantidade insuficiente (cerca de uma colher de chá para rosto, orelhas e pescoço).
- Esquecer áreas como orelhas, nuca, dorso das mãos e pés.
- Não reaplicar após suor, banho de mar ou piscina.
- Utilizar produtos vencidos ou que ficaram expostos ao calor.
Além do protetor solar, a Dra. Paula Sian reforça que pequenos hábitos do dia a dia fazem grande diferença para manter a pele saudável:
- Hidratação constante, já que a pele hidratada tem melhor capacidade de defesa e regeneração.
- Consumo de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, cenoura, tomate e folhas verdes, que ajudam a combater os radicais livres formados pela exposição solar.
- Evitar o uso de perfumes e produtos com álcool quando houver exposição solar direta, pois podem causar manchas.
- Aplicar Vitamina C pela manhã, quando indicado, potencializando a ação do filtro e protegendo contra danos oxidativos.
- Preferir ambientes sombreados sempre que possível em atividades ao ar livre.
- Usar acessórios de proteção, como sombrinhas UV, chapéus de aba larga e roupas com proteção solar.
- Acompanhar o índice UV do dia, que está disponível em aplicativos e previsões meteorológicas, para ajustar o tempo de exposição.
- Manter uma rotina de cuidados à noite, com limpeza e produtos regeneradores que ajudam a reparar os danos causados pela radiação.
Para a dermatologista, a proteção solar não deve ser vista apenas como cuidado estético, mas como investimento em saúde. “A prevenção ainda é a melhor forma de evitar problemas sérios. Quando protegemos a pele, estamos protegendo o nosso futuro”, finaliza.
Dra. Paula Sian (Dermatologista)
Dermatologista desde 2007, Paula Sian Lopes é formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), onde também fez residência em Clínica Médica e Dermatologia. Especializou-se em Farmacodermia e Dermatoses Imuno Ambientais na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Medicina Chinesa e Acupuntura na Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA).
Desde 2011, Paula atende em seu consultório próprio com o viés em Dermatologia clínica, estética e cirúrgica, tanto para adultos como para crianças. Além disso, a especialista realizou serviços voluntários no ambulatório de alergias da UNIFESP, de 2013 a 2017.
A médica também é escritora e acaba de lançar o “Um burnout para chamar de seu”, um livro que relata, pelo ponto de vista do paciente, como é conviver com o burnout.
CRM: 111963-SP RQE Nº: 38348
