INTO discute políticas anticapacitistas em evento alusivo ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

 Com mais de 18,6 milhões de brasileiros declarando algum tipo de deficiência — dado da PNAD Contínua de 2022, divulgada pelo IBGE —, iniciativas de inclusão e redução de barreiras no acesso à saúde ganham centralidade no debate público. Para discutir esses desafios, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro, promove nesta quinta-feira (4) uma programação especial alusiva ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

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A data, instituída pela ONU em 1992, tem entre seus objetivos estimular ações de enfrentamento ao capacitismo e ampliar a presença de pessoas com deficiência em políticas públicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum tipo de deficiência no mundo — cerca de 16% da população global.

A partir das 9h, o evento “INTO na Luta Anticapacitista” reúne representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e profissionais da própria instituição. A abertura contará com a participação do Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão (CODEI) e equipes ligadas à reabilitação e humanização.

A primeira mesa do dia discutirá os avanços e entraves das políticas anticapacitistas no país, com a presença de Arthur Medeiros (Ministério da Saúde) e Karla Simões (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência). O debate irá abordar um panorama geral dos avanços e das dificuldades enfrentadas na luta anticapacitista, a partir da atuação da Coordenação de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde e das políticas desenvolvidas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência.

Ao longo da manhã, o INTO também apresentará projetos institucionais voltados ao aprimoramento do atendimento à pessoa com deficiência, incluindo iniciativas de acolhimento, comunicação inclusiva e práticas de humanização. A programação se encerra com a exibição do teaser do filme Mover e uma conversa com os produtores.

Para Aydee Valério, coordenadora do CODEI, a data chama atenção para a necessidade de mudanças estruturais. “O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é um lembrete anual de que a garantia de direitos não se faz apenas com boas práticas, mas com formação contínua e escuta ativa das pessoas atendidas. Avançar na agenda anticapacitista significa aprimorar o cuidado em todos os níveis”, afirma.

De acordo com o Relatório Mundial da Deficiência, elaborado pela OMS e pelo Banco Mundial, pessoas com deficiência têm até três vezes mais chances de enfrentar obstáculos no acesso a serviços de saúde. A experiência reforça a importância de políticas voltadas à acessibilidade física, comunicação inclusiva e capacitação profissional.

O evento é organizado pelo Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão do INTO, com apoio de equipes de reabilitação, humanização e do Centro de Amputados.


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