Reumatologista Claudia Goldenstein Schainberg explica que o tempo que o corpo leva para "destravar" ao acordar pode indicar a gravidade da inflamação nas articulações
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“A rigidez matinal é sempre sinal de inflamação. O que vai determinar a intensidade ou gravidade dessa inflamação é o tempo que o corpo demora para se soltar, para essa rigidez se desfazer”, explica Claudia Schainberg.
De acordo com a especialista, rigidezes que melhoram em poucos minutos, como cinco ou dez, costumam indicar processos inflamatórios leves, enquanto casos em que o desconforto persiste por longos períodos, como duas ou quatro horas, sugerem inflamações mais intensas e, muitas vezes, associadas a doenças autoimunes, como artrite reumatoide ou espondiloartrites.
“Muitas pessoas só percebem o problema quando a rigidez começa a atrapalhar tarefas simples: segurar uma xícara de café, amarrar os sapatos ou digitar no celular. Quando o corpo parece precisar de muito tempo para “acordar”, isso já é um sinal de alerta. Nesses casos, o ideal é procurar um reumatologista para uma avaliação detalhada. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a inflamação e evitar danos articulares permanentes”, ressalta a médica.
Goldenstein reforça ainda que a automedicação não é recomendada. “Muitos pacientes tentam aliviar os sintomas com analgésicos ou pomadas, mas isso pode mascarar o problema. O corpo fala e a rigidez é uma forma de alerta. Ignorar ou tentar apenas aliviar os sintomas não resolve a causa. O tratamento correto depende da identificação da causa da inflamação e da condução médica adequada.”
O acompanhamento com um especialista, mudanças no estilo de vida e medicações específicas, permite não apenas controlar os sintomas, mas também recuperar a qualidade de vida e prevenir complicações.
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Sobre a Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg
Com uma ampla experiência na área da saúde, Dra. Cláudia é graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e possui mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Fez também especialização em Reumatologia no Canadá e Estados Unidos.
A Dra. Cláudia declara a importância sobre assuntos sociais relacionados à saúde, bem-estar, qualidade de vida, autocuidado e humanismo. Atualmente exerce atividades de ensino, assistência e pesquisa no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde chefia o Laboratório de Imunologia Celular do LIM-17 e o Ambulatório de Artrites da Infância.
Também faz parte do corpo clínico dos hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês e Alemão Oswaldo Cruz. Já no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua nos Ambulatórios de Osteoartrite, Gota e Espondiloartrites.

