Influenciadora compartilha experiência sobre o processo de escolha da escola dos filhos e os desafios da neurodivergência

 Médica veterinária e influenciadora digital, Leticia Alves, diagnosticada com TEA, TDAH e TEPT, fala sobre a importância da comunicação entre famílias e instituições de ensino no acolhimento de crianças neurodivergentes

Divulgação
Leticia Alves


A médica veterinária e influenciadora Leticia Alves, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), compartilhou em suas redes sociais o processo de escolha da escola dos filhos e como tem lidado com os desafios que envolvem a educação de crianças com altas habilidades e neurodivergências.

Segundo Leticia, a busca por uma nova escola começou quando percebeu que os filhos precisavam de um ambiente mais adequado às suas necessidades cognitivas e emocionais. “Eu estava tendo problemas na escola anterior e fui em busca de outra que atendesse as necessidades deles, relacionadas às altas habilidades. Nesse momento, só tínhamos o diagnóstico de TDAH do Theo, e sabíamos que ambos estavam muito adiantados para o ano atual”, contou.

A influenciadora relata que a escolha foi imediata. “A escola em que estudam hoje foi a primeira que visitei e me apaixonei pelo método de ensino, que é incrível para um TDAH, pela rigidez com regras e horários, pela forma como ensinam autonomia, mas também acolhem. Foram muitos pontos positivos que me trouxeram a certeza absoluta da escolha.”

Os meninos ingressaram na instituição em 2022, e os diagnósticos de autismo vieram depois — o de Theo em 2024 e o de Benício em 2025. Leticia destaca que nunca houve negligência por parte da escola, mas reconhece que há barreiras naturais de comunicação entre pessoas neurotípicas e neurodivergentes. “Como em todo ambiente da sociedade, há uma dificuldade de comunicação. Isso faz com que eu enfrente desafios na hora de ajustar situações e adaptações necessárias para os meninos.”

Por ser uma instituição europeia, o modelo de funcionamento é diferente do habitual no Brasil — sem contato direto com professores, apenas com direção, coordenação e psicólogos. Essa estrutura, explica Leticia, acaba tornando a comunicação mais limitada. “Se encontro uma barreira com determinada pessoa, tenho que seguir com ela. Isso me causava bastante desgaste.”

Para equilibrar o bem-estar emocional e manter uma boa relação com a escola, Leticia adotou uma nova estratégia: o pai das crianças passou a representá-la nas reuniões de rotina e comunicação escolar. “Foi uma forma de me proteger de situações que me desregulavam muito. Continuo participando das situações médicas ou técnicas relacionadas ao assunto, mas, nas reuniões comuns, ele me representa e depois alinhamos juntos o que for necessário.”

Leticia afirma que a mudança trouxe resultados muito positivos. “Foi uma solução que melhorou nossa comunicação com a escola e reduziu muito o meu estresse. Assim seguimos firmes, cuidando da melhor forma possível dos meninos e respeitando nossos próprios limites.”

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