DCD Connect Brasil 2025 tem início nessa terça-feira (4) com temas como sustentabilidade e eficiência energética
De acordo com Egídio Ferraz, South LATAM Sales Manager da Vaisala, empresa líder global em tecnologias de medição ambiental e industrial, o DCD 2025 irá debater também três frentes de inovação que vêm ganhando força no mercado brasileiro de data centers: o resfriamento líquido (liquid cooling) e a evolução dos sistemas térmicos, o monitoramento ambiental inteligente com sensores de alta precisão, e as estratégias de eficiência energética voltadas à redução do PUE (Power Usage Effectiveness).
“Com o avanço das cargas de trabalho de Inteligência Artificial e o aumento da densidade por rack, novas soluções em resfriamento, monitoramento e eficiência energética estão redefinindo o padrão de operação dos ambientes críticos no país”, explica o engenheiro da Vaisala. Ele menciona ainda que, entre as inovações mais promissoras, o resfriamento líquido e a evolução dos sistemas térmicos ganham destaque. “Essa tecnologia vem se consolidando à medida que o uso de IA e aplicações de alta densidade demandam maior capacidade de dissipação térmica”, acrescenta.
Energia
Um dos desafios hoje no Brasil para a expansão de data centers passa também pelas áreas de energia, conectividade e mão de obra. Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios estruturais para crescer em ritmo acelerado. A disponibilidade e qualidade da energia elétrica variam entre regiões, o que obriga investidores a desenvolver subestações próprias e ampliar redes de distribuição.
Conforme Egídio Ferraz, o time-to-market também é um obstáculo, como a complexidade dos projetos, o licenciamento e a importação de equipamentos, que podem estender prazos e impactar receitas. “Em paralelo, há escassez de terrenos com conectividade adequada, que combinam energia robusta e baixa latência de fibra, além de déficit de profissionais técnicos especializados em climatização, elétrica e automação”, salienta.
Ele frisa ainda que, no contexto da energia renovável como vantagem competitiva, isso deixou de ser apenas uma meta de sustentabilidade e se tornou um fator estratégico para competitividade. “A adoção de PPAs (Power Purchase Agreements) com parques solares e eólicos tem se mostrado financeiramente vantajosa, reduzindo custos no longo prazo. Além disso, operadores internacionais e grandes clientes corporativos exigem rastreabilidade da matriz energética, em linha com políticas de governança ESG e metas de redução de emissões de carbono”, pontua.
Ferraz lembra ainda que, no contexto brasileiro, essa transição é ainda mais viável, pois a matriz elétrica nacional é predominantemente renovável, oferecendo vantagem comparativa em relação a outros mercados. “Na Vaisala, sensores de alta precisão podem otimizar o consumo de energia, reduzir custos operacionais e aumentar a confiabilidade dos seus ambientes críticos. E pensando no cenário atual de data centers, onde eficiência energética e redução de custos operacionais são prioridades, a escolha de sensores confiáveis faz toda a diferença”, sintetiza.
Sobre a Vaisala
A Vaisala é líder global em instrumentos de medição e inteligência para ação climática. Equipamos nossos clientes com dispositivos e dados para otimizar os recursos, impulsionar a transição energética e cuidar da segurança e do bem-estar das pessoas e das sociedades em todo o mundo. Com quase 90 anos de inovação e experiência, contamos com uma equipe de cerca de 2.500 especialistas comprometidos em tomar todas as medidas necessárias pelo planeta. As ações série A da Vaisala estão listadas na bolsa de valores Nasdaq Helsinki.

