Com a proximidade do verão e das festas de fim de ano, aumentam as buscas por métodos rápidos de emagrecimento e definição corporal. Os agonistas de GLP-1 ou as “canetas emagrecedoras”, como ficaram popularmente conhecidas as medicações indicadas para tratamento da obesidade, viraram protagonistas dessa corrida por resultados imediatos. Porém, o uso errado e a associação delas para a fins estéticos preocupam especialistas.
A endocrinologista Dra. Mayra Macena, membro da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), reforça que esses medicamentos não são produtos estéticos. “Essas medicações foram desenvolvidas para tratar uma doença crônica: a obesidade. Quando as chamamos de ‘canetas emagrecedoras’, reforçamos a ideia de que servem apenas para quem quer emagrecer rápido, o que banaliza o tratamento e favorece a desinformação”, explica.
A viralização desse tema e a popularização desses medicamentos trouxe também um medo crescente sobre possíveis prejuízos a saúde óssea. Segundo a especialista, as evidências atuais não mostram efeito negativo desses fármacos no osso. Estudos em humanos e animais indicam até aumento de formação óssea e redução da reabsorção. O ponto de atenção, no entanto, está na perda de peso acelerada, comum entre os usuários, que por si só reduz densidade mineral óssea.
“Muitos pacientes ainda restringem leite e derivados, o que diminui a ingestão de cálcio. A combinação de perda de peso rápida com baixa ingestão de nutrientes é que representa risco para a saúde óssea”, afirma.
A médica destaca ainda que o acompanhamento multidisciplinar é indispensável para que os pacientes aproveitem os benefícios do tratamento sem comprometer o osso ou a massa muscular. Estudos mostram que a prática regular de exercícios ajuda a inibir esses efeitos.
A Dra. Mayra Macena está disponível para comentar:
- A explosão de buscas por emagrecimento rápido no fim de ano;
- Mitos e verdades sobre as “canetas emagrecedoras”;
- O que a ciência diz sobre seus efeitos na saúde óssea;
- Como evitar perda óssea durante a perda de peso;
- Riscos da banalização de medicações para obesidade;
- A importância de acompanhamento médico e nutricional no processo.
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Rafaella Couto - 11 97750-4742

Sobre a ABRASSO
A ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo, representa a união das três principais sociedades médicas dedicadas ao estudo da osteoporose e do osteometabolismo no Brasil: SBDENS (Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica), SOBEMOM (Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral) e a SOBRAO (Sociedade Brasileira de Osteoporose). Fundada em 2011, conta com cerca de 1.500 associados de diversas especialidades médicas, além de outros profissionais da área da saúde que, juntos, têm a missão de difundir o conhecimento científico, estimular o ensino e a pesquisa e realizar ações preventivas da saúde junto ao público leigo.
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