Neuropsicologa fala sobre a carga mental e emocional que pacientes vivem e como isso pode influenciar tratamento
Pacientes oncológicas
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Receber o diagnóstico de câncer é um dos momentos mais desafiadores que uma pessoa pode viver. O impacto vai muito além do corpo — atinge principalmente a mente e o emocional. São tantas emoções desecadeadas no momento do diagnóstico, que ao longo do tratamento, sintomas de ansiedade e depressão podem influenciar no resultado, uma vez que o equilibrio emocional é funamental para manter o sistema imunológico estável. Por isso, cuidar da saúde mental é parte essencial do tratamento.
Principais agentes para as alterações emocionais:
Alterações químicas no cérebro
A quimioterapia pode afetar neurotransmissores como serotonina e dopamina, substâncias ligadas ao bem-estar e ao equilíbrio emocional. Isso pode causar mudanças de humor, irritabilidade, ansiedade ou tristeza.
Cansaço e mal-estar físico
A fadiga intensa, as náuseas, as alterações no sono e o desconforto físico provocados pelo tratamento também influenciam diretamente o humor. É difícil manter o emocional estável quando o corpo está esgotado.
. Impacto psicológico do tratamento
O câncer e a quimioterapia trazem medos, incertezas e mudanças na rotina e na autoimagem. Tudo isso pode gerar sofrimento emocional e oscilações de humor, especialmente em períodos de maior fragilidade.
Por essa razão, o suporte psicológico e psiquiátrico é essencial para ajudar o paciente a reconhecer essas oscilações e aprender a lidar com elas, garantindo mais qualidade de vida e equilíbrio emocional durante o tratamento.
Fonte:
A neuropsicologa Patricia Strebinger explica a importância que o apoio psicológico oferece ao paciente para lidar com o medo, a ansiedade e a tristeza, por meio de ferramentas para enfrentar o processo com mais equilíbrio e esperança. Estudos mostram que quem recebe suporte emocional tende a seguir melhor as orientações médicas, manter hábitos saudáveis e ter mais qualidade de vida durante o tratamento.
