"O Efeito Ramon Dino": como a conquista tem a ver com a procura por suplementos pelos brasileiros após título inédito no Mr. Olympia

Segundo análise da Rank Certo, buscas por creatina e whey protein são líderes de procura no Google, o que evidencia o poder dos atletas em movimentar o mercado e inspirou um ranking dos 15 suplementos mais buscados no país.


A consagração de Ramon Dino como primeiro brasileiro campeão do Mr. Olympia não só entrou para a história do fisiculturismo — como também agitou o interesse dos brasileiros por suplementação esportiva

Desde o anúncio do título, a busca no Google pelo termo “Ramon Dino” cresceu significativamente nas últimas horas, segundo levantamento da agência de Relações Públicas Rank Certo, com base no Google Trends.

Fonte: Google Trends

O fenômeno, batizado por pela agência Rank Certo como o “Efeito Ramon Dino”, mostra como a influência de atletas e figuras públicas no desempenho esportivo tem impacto direto no comportamento de busca

A seguir, o estudo revela quais são os 15 suplementos mais procurados no Brasil em 2025 — e como esse interesse reflete uma mudança no estilo de vida, com mais brasileiros investindo em performance, estética e saúde.

Ranking dos suplementos mais procurados de acordo com o Google

  • Creatina - 880.000 buscas mensais
  • Whey Protein - 435.000 buscas mensais
  • Vitamina D - 290.000 buscas mensais
  • Glutamina - 96.000 buscas mensais
  • Zinco - 53.000 buscas mensais
  • Magnésio - 42.000 buscas mensais
  • Colágeno - 36.000 buscas mensais
  • BCAA - 32.000 buscas mensais
  • Termogênico - 27.000 buscas mensais
  • Ômega 3 - 24.000 buscas mensais
  • Cafeína - 13.000 buscas mensais
  • Probióticos - 12.000 buscas mensais
  • Pré-treino - 6.500 buscas mensais
  • Caseína - 4.500 buscas mensais
  • Multivitamínico - 2.300 buscas mensais

Por que marcas de suplementos usam atletas para aumentar as vendas de suplementos no online?

1. Autoridade instantânea: do palco ao carrinho

Quando um atleta consagrado como Ramon Dino vence o Mr. Olympia, ele deixa de ser apenas “mais um rosto” e se transforma em símbolo de excelência. 

Associar seu nome a um produto automaticamente empresta credibilidade à marca, facilitando que o público enxergue o suplemento como escolha confiável — especialmente em um mercado onde muitos consumidores têm dificuldade de diferenciar entre fórmulas quase similares.

2. Explosão de intenção de busca: surfando no momento

A vitória de Dino gerou picos de atenção e comportamento de pesquisa (o “Efeito Ramon Dino”). 

Marcas que já têm presença digital podem “capturar” esse tráfego entrando com conteúdos (posts, anúncios, landing pages) alinhados ao momento — por exemplo, conteúdos como “creatina usada por campeão” — e converter interesse espontâneo em clique e compra.

3. Conteúdo autêntico e geração de provas reais

Atletas produzem conteúdo genuíno: treinos, bastidores, preparo pré-competição, suplementação usada, evolução. Isso gera “provas” de uso e não apenas divulgação publicitária. 

Quando um seguidor vê Ramon preparando seu shake ou mostrando sua rotina de ingestão, a marca ganha autenticidade — o que reduz a “barreira de compra” emocional de quem está na dúvida.

4. Eficiência multicanal: redes, SEO e PR

Um atleta traz valor não só nas redes sociais, mas também alimenta SEO (buscas orgânicas) e earned media (matérias, citações em portais). 

Por exemplo: matérias sobre “o campeão Ramon Dino e seu stack” geram links para o site da marca, e posts dele fortalecem sinal social ao Google. Esse efeito cascata amplia o alcance e reforça autoridade digital da marca em mais frentes.

5. Ciclo de funil simplificado: awareness → consideração → conversão

Com um atleta alinhado, as marcas conseguem usar o mesmo ativo (vídeo, imagem, história) em diferentes momentos do funil. No topo, ele gera atenção (“o campeão usou isso”). 

No meio, alimenta consideração com conteúdo educativo sobre dosagem ou benefícios. No final, pode oferecer promoção ou combo de produto. Tudo isso com menor custo de aquisição, pois o ativo já carrega credibilidade, e o consumidor já vem pré-disposto.


 

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