
Evento reuniu especialistas brasileiros e norte-americanos para discutir práticas integrativas no tratamento do câncer
A programação inclui palestras científicas e atividades práticas em acupuntura, aromaterapia, massagem, nutrição, terapia artística antroposófica (que utiliza pintura, modelagem e outras expressões artísticas para promover equilíbrio emocional e saúde integral) e brincar terapêutico. Essas foram algumas das ações do encontro “Vivências em Oncologia Integrativa: do Saber ao Cuidar”, resultado da parceria entre o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Universidade de Columbia (EUA), o IIPAN e a Integrative Health Global que reuniu profissionais de saúde, pacientes pediátricos e cuidadores nesta terça-feira (14/10).
O INCA e a Universidade de Columbia mantêm projetos conjuntos em pesquisa clínica na área de oncologia pediátrica. A Columbia tem um dos primeiros programas estruturados de terapias integrativas dos Estados Unidos, criado em 1998. Profissionais das duas instituições participaram das atividades científicas e práticas.
A chefe do setor de Oncologia Pediátrica do INCA, Sima Ferman, disse que a proposta do encontro foi somar novas abordagens ao tratamento tradicional. “Este evento traz um olhar que ultrapassa a dimensão médica e acolhe o emocional do paciente, o que favorece uma recuperação mais precoce”, explicou. “Em pediatria, isso se torna ainda mais evidente: tratar uma criança com câncer é cuidar também de sua família, dos seus sonhos e descobertas. A oncologia pediátrica tem desafios únicos, e iniciativas como essa nos lembram de olhar para o corpo, a mente e o ambiente como parte do mesmo cuidado.”
Elena J. Ladas, professora de Medicina Integrativa Global no Columbia University Irving Medical Center (CUIMC), reforçou o impacto da cooperação. “A medicina integrativa tem um papel fundamental para melhorar a experiência de quem convive com uma doença crônica como o câncer. Viemos fazer uma sessão experimental para que pacientes e profissionais possam entender essas práticas e conhecer a ciência por trás delas. Esperamos que este seja o primeiro de muitos projetos construídos em conjunto com o INCA.”