A Adolescência É Uma Fase Repleta De Mudanças — Físicas, Emocionais E Sociais. Como Entender E Lidar Com O Adolescente Que Tem TEA?
Para os autistas que entram na fase da adolescência, os desafios são ainda mais intensos, exigindo um olhar atento, empático e informado de familiares, educadores e da sociedade como um todo. Muitas vezes, o que parece silêncio é uma defesa contra estímulos excessivos, e o que parece desinteresse pode ser a dificuldade de expressar emoções.
Isso não significa que eles não queiram se conectar; na verdade, eles apenas precisam de tempo, espaço e formas alternativas de comunicação. Alguns preferem rotinas rígidas e previsibilidade. Outros se dedicam a interesses profundos e específicos que merecem ser valorizados. A linguagem corporal e verbal pode ser diferente, mas sempre cheia de significado – Explica a Dra. Gesika Amorim, Pediatra, Pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, especializada em Tratamento Integral do Autismo em Neurodesenvolvimento.
A adolescência é uma fase de intensas transformações físicas, emocionais e sociais.
- Evite julgamentos precipitados.
- Use uma linguagem clara e direta.
- Respeite o tempo de resposta e o espaço pessoal.
A pressão por aceitação na adolescência é intensa. Para o jovem autista, isso pode gerar ansiedade, isolamento ou frustração. Compreender um adolescente autista vai além de ouvir — é essencial escutar com o coração – Alerta a Dra. Gesika Amorim.
Criar ambientes seguros, inclusivos e livres de bullying é fundamental para que eles se sintam parte do grupo.
- Incentive amizades baseadas no respeito.
- Promova atividades que valorizem suas habilidades.
- Esteja atento a sinais de sobrecarga emocional.
Apoio Emocional e Psicológico
Um adolescente autista precisa de adultos que o enxerguem além do diagnóstico, que validem suas emoções, celebrem suas conquistas e o ajudem a construir sua identidade com autonomia.
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Terapias podem ser aliadas importantes, mas o afeto cotidiano é insubstituível.
- A escuta dos pais e responsáveis é um pilar de segurança.
- A escola deve ser parceira no processo de inclusão, não só no currículo, mas também na convivência.
Criar ambientes seguros, inclusivos e livres de bullying é essencial para que ele se sinta parte do grupo.
Compreender um adolescente autista é um exercício de humanidade. É reconhecer que, por trás de cada gesto, há um universo rico e legítimo que merece ser acolhido. Porque todo jovem, autista ou não, deseja o mesmo: ser respeitado, amado e livre para ser quem é – Conclui a Dra. Gesika Amorim.
CRÉDITOS:
Dra Gesika Amorim é Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular - (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.
https://dragesikaamorim.com.br
Insta: @dragesikaautismo