A hiperidrose afeta milhões de brasileiros, impacta a autoestima e a vida social — mas tem tratamento e solução.
Suar é um processo natural do corpo. O problema começa quando o suor surge de forma intensa e sem motivo aparente — mesmo em repouso, em ambientes frios ou em situações simples do dia a dia. Nesses casos, o excesso pode ser um sinal de hiperidrose, uma condição comum, mas ainda pouco discutida, que compromete não apenas o conforto físico, como também a saúde emocional e social.
“A hiperidrose não é uma doença grave, mas tem um impacto significativo na qualidade de vida. Muitos pacientes convivem com constrangimento diário, insegurança e limitações nas relações pessoais e profissionais”, explica o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.
A condição pode surgir na infância, adolescência ou na vida adulta e é mais frequentemente relatada por mulheres — não necessariamente por ser mais comum nelas, mas porque costumam procurar ajuda médica com maior frequência.
Dois tipos de hiperidrose, um mesmo desafio
A hiperidrose se manifesta de formas diferentes:
Hiperidrose primária
É a mais comum. Geralmente começa cedo e não tem causa clínica identificável. Costuma afetar áreas específicas como mãos, pés, axilas e rosto, estando muitas vezes relacionada a fatores genéticos e emocionais.
Hiperidrose secundária
Surge como consequência de outras condições de saúde, como diabetes, hipertireoidismo, obesidade e menopausa, ou ainda como efeito colateral de medicamentos. Nesse caso, o suor tende a ser mais generalizado.
Sinais que merecem atenção:
- Alguns sintomas ajudam a identificar o problema:
- Suor visivelmente excessivo em mãos, pés, axilas ou rosto
- Roupas constantemente molhadas
- Dificuldade para escrever ou segurar objetos
- Constrangimento em interações sociais
- Irritações, micoses ou infecções na pele
“Quem sofre com sudorese excessiva sabe que o incômodo vai muito além do físico. É um problema que interfere diretamente na autoestima e na rotina diária”, alerta o Dr. Alarcon.
Tratamentos eficazes e cada vez mais acessíveis
A boa notícia é que a hiperidrose tem tratamento — e as opções são variadas, de acordo com a gravidade do caso:
- Antitranspirantes específicos com cloreto de alumínio
- Medicamentos orais que reduzem a produção de suor
- Aplicações de toxina botulínica (Botox), com resultados temporários e eficazes
- Iontoforese, especialmente indicada para mãos e pés
- Procedimentos cirúrgicos, como a simpatectomia, reservados para casos mais severos
“O mais importante é entender que nem todo suor é normal. Procurar avaliação médica é o primeiro passo para recuperar conforto, confiança e qualidade de vida”, reforça o especialista.
Créditos:
Dr. Ernesto Alarcon
Cirurgião Geral especialista em videolaparoscopia e atuação com enfase em Cirurgia Geral e Digestiva. Clinica em SP
Cirurgias de hérnias, vesículas,vasectomia,
Coordenador e Chefe de Equipes Médicas em Alguns Hospitais em São Paulo.
https://drernestoalarcon.com.
@drernestoalarcon