Especialista aponta estratégias para quem quer começar o ano ampliando a carteira de clientes
Com o início de um novo ano, autônomos e prestadores de serviços que ainda não conseguiram estruturar o planejamento profissional, ações e metas para 2026 precisam agir desde já. A necessidade de planejar tornou-se ainda mais evidente em um cenário no qual conquistar clientes é um dos maiores desafios, diante do crescimento acelerado de pequenos negócios impulsionados pelas redes sociais.
Dados da pesquisa sobre desigualdades divulgada pelo Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com a Ipsos-Ipec e a Fundação Grupo Volkswagen, mostram que 56% dos brasileiros precisaram recorrer à renda extra para complementar os ganhos em 2025. O número evidencia um mercado cada vez mais competitivo, no qual profissionais disputam espaço não apenas entre si, mas também com pessoas que conciliam um emprego formal com atividades paralelas.
No setor de eventos, essa dinâmica é ainda mais visível. Fornecedores como fotógrafos, DJs, decoradores, cerimonialistas, artistas e produtores relatam aumento da concorrência e maior dificuldade para acessar contratantes, mesmo em um mercado aquecido por festas, eventos corporativos e celebrações.
É o caso da artista visual e empreendedora criativa Noelle Porto, fundadora do estúdio Noelle Desenhos, que trabalha com caricaturas e pinturas ao vivo em eventos. Segundo ela, captar clientes exige constância e uma comunicação que vá além da venda direta. “Nossa prospecção acontece principalmente por meio da experiência. Produzimos conteúdos mostrando eventos reais, o processo artístico ao vivo e as reações do público, porque isso comunica o valor do nosso trabalho de forma clara e autêntica”, explica.
Apesar das estratégias digitais e das indicações, que ainda representam uma parte importante da demanda, Noelle afirma que um dos maiores desafios é fazer com que o cliente compreenda o valor do serviço. “A principal dificuldade é mostrar que arte é experiência, não um produto comum. Quando o cliente entende o processo, o cuidado e o impacto emocional da entrega, a decisão se torna natural”, relata.
Para Cris Lissoni, especialista em produção de eventos e criadora de um aplicativo que conecta fornecedores e produtores do setor, o diferencial está na organização e na constância. “Planejar deixou de ser uma opção. Hoje, quem trabalha com prestação de serviços precisa estruturar como vai buscar clientes ao longo do ano”, afirma.
Segundo ela, estar presente vai além das redes sociais. “É importante participar de feiras, eventos, cursos, investir em networking e estar em ambientes onde o contratante já está, inclusive em plataformas especializadas. Isso só funciona quando há planejamento. Quem empreende não pode agir por impulso; precisa sistematizar ações e entender onde faz sentido investir tempo e energia”, completa.
A experiência de Noelle reforça esse cenário. Após períodos de instabilidade no mercado, ela conta que a revisão de estratégias foi fundamental para manter o negócio ativo. “Usamos esses momentos para ajustar o posicionamento, fortalecer a marca e deixar ainda mais claro para quem é o nosso trabalho. Hoje, quem nos procura busca algo criado especialmente para ele”, destaca.
Por isso, para quem pretende ampliar a carteira de clientes neste início de ano, a recomendação é clara: definir metas, diversificar canais de contato e evitar depender exclusivamente de indicações ou algoritmos. Em um mercado concorrido, planejar deixou de ser diferencial e tornou-se requisito básico para garantir renda ao longo do ano.
Nesse processo, ferramentas que ajudam a organizar a prospecção e a aproximar fornecedores de contratantes podem funcionar como atalhos estratégicos. “Hoje, existem plataformas especializadas que encurtam caminhos, ampliam a visibilidade e ajudam o profissional a chegar direto a quem está contratando, sem depender apenas da sorte ou do alcance das redes sociais”, finaliza Cris.