Expansão é impulsionada pelo avanço das obrigações digitais, pelo aumento das fraudes online e pela busca por segurança jurídica na era da inteligência artificial
São Paulo, janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de certificados digitais atinge em 2025 o maior patamar de sua história, com uma base ativa de 11,6 milhões de emissões, após crescer aproximadamente 83% nos últimos cinco anos, passando de 6,0 milhões em 2020 para o volume atual, com média anual superior a 15%, segundo dados e projeções oficiais do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). O movimento segue em aceleração: projeções divulgadas recentemente pelo ITI indicam que o país deve alcançar 12.854.893 certificados digitais emitidos em 2026, reforçando a tendência de crescimento estrutural do mercado.
Para Jonathan Santos, CEO do Grupo TecnoSpeed, a evolução do mercado de certificação digital representa uma mudança estrutural no papel desse instrumento dentro das empresas. “Não estamos mais falando apenas de desburocratização, mas de soberania de identidade. Com o avanço da inteligência artificial generativa e das fraudes automatizadas, o certificado digital passou a ser a única forma de garantir, do ponto de vista jurídico, que uma assinatura ou transação foi realizada por um humano ou empresa real”, afirma.
Essa trajetória reflete a ampliação contínua das obrigações digitais no país, como a emissão de notas fiscais eletrônicas, o envio de obrigações acessórias, a autenticação em sistemas governamentais e a assinatura eletrônica de documentos com validade jurídica. Nesse contexto, o certificado digital deixa de ser apenas um instrumento fiscal e passa a integrar a infraestrutura essencial de funcionamento das empresas, com impacto direto na segurança jurídica e na operação cotidiana dos negócios.
O debate sobre segurança também ganhou dimensão financeira. Relatórios do Fórum Econômico Mundial e estudos de cibersegurança publicados em 2025 apontam que ataques de Business Email Compromise (BEC), que utilizam inteligência artificial e deepfakes para falsificar ordens de pagamento e comunicações corporativas, cresceram cerca de 35% no último ano. O cenário elevou perdas financeiras e ampliou disputas judiciais envolvendo autoria e validade de transações digitais.
Jonathan Santos avalia que esse ambiente torna cada vez mais complexa a comprovação de autoria no meio digital. “O problema não é apenas o aumento das fraudes, mas a dificuldade crescente de provar quem, de fato, realizou uma ação em ambientes digitais sofisticados. Quando essa comprovação falha, o risco deixa de ser apenas tecnológico e passa a ser jurídico, financeiro e reputacional. A certificação digital é um dos poucos mecanismos capazes de sustentar essa prova de forma consistente ao longo do tempo”, analisa.
Nesse ambiente, o Certificado Digital ICP-Brasil se consolida como a principal camada juridicamente incontestável de segurança no país. Regulamentado pela Medida Provisória nº 2.200-2/2001, ele é o único instrumento com presunção legal de veracidade no ordenamento jurídico brasileiro. Em disputas judiciais, aceites eletrônicos simples ou documentos em PDF podem ser facilmente questionados caso haja alegação de autoria por sistemas automatizados, enquanto a assinatura qualificada mantém validade plena e proteção jurídica.
O crescimento também cria uma oportunidade econômica relevante para software houses. Diferentemente de vendas pontuais, o certificado digital opera em um modelo de demanda recorrente, já que precisa ser renovado periodicamente, em geral a cada 12 meses. Isso garante previsibilidade de faturamento e amplia o valor do ciclo de vida do cliente, especialmente quando o serviço é integrado diretamente aos sistemas de gestão, ERPs e plataformas fiscais.
A abordagem de parceria adotada pelo Grupo TecnoSpeed permite que empresas de software atuem nesse mercado sem necessidade de estrutura física de certificação. Por meio de emissão remota, biometria facial e integração via APIs, os parceiros adquirem certificados a preço de custo e definem livremente o valor de revenda. O modelo amplia a autonomia comercial e transforma uma obrigação legal em uma fonte estratégica de receita recorrente.
Além do potencial econômico, a não conformidade segue como um risco relevante. Multas por descumprimento de obrigações digitais podem variar de R$ 1.800 a R$ 180 mil, além de bloqueios operacionais que impedem a emissão de documentos fiscais ou o acesso a sistemas oficiais. Em um ambiente de crescente complexidade regulatória e de desafios para garantir identidade digital confiável, o certificado digital passa a ser visto não apenas como exigência legal, mas como elemento central da segurança e da continuidade dos negócios.de crescente complexidade regulatória e de desafios para garantir identidade digital confiável na era da IA.
Sobre a TecnoSpeed
A TecnoSpeed é uma empresa de tecnologia que oferece soluções, fiscais e financeiras para software houses, além de assinaturas eletrônicas, certificados digitais, marketplaces e de relacionamento com clientes de todo o Brasil. Fundada em 2006, a empresa é referência em serviços, APIs e componentes fiscais, além de conteúdos especializados para o setor de tecnologia. A TecnoSpeed atende cerca de 2.000 software houses no país, representando cerca de 30% das empresas que atuam diretamente no desenvolvimento e produção de software no Brasil. A empresa é reconhecida pelo Financial Times como uma das 500 empresas que mais crescem nas Américas em 2024, pelo terceiro ano consecutivo. A TecnoSpeed também é reconhecida como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil, de acordo com o Great Place to Work (GPTW) e o prêmio FEEX-FIA. Para mais informações, acesse: https://tecnospeed.com.br