Em um mercado que deve movimentar R$ 258 bilhões, Rodrigo Garcia, diretor-executivo da Petina Soluções Digitais, explica por que os marketplaces são cada vez mais relevantes na estratégia dos pequenos lojistas

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Empreender no ambiente digital segue como uma das principais apostas de pequenos e médios negócios no Brasil em 2026, impulsionado pela expansão consistente do comércio eletrônico. Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo E-Consumidor, realizado pela NuvemShop em parceria com a Opinion Box, o e-commerce brasileiro deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, com faturamento projetado de R$ 258 bilhões, reforçando o papel dos canais digitais como alternativa viável e escalável para novos empreendedores.
Dentro desse cenário de crescimento, os marketplaces ganham protagonismo como principal porta de entrada para pequenos lojistas no e-commerce. Ao oferecerem estrutura tecnológica, audiência consolidada e soluções integradas de pagamento e logística, essas plataformas reduzem barreiras operacionais e permitem que negócios iniciantes tenham acesso imediato ao mercado digital, mesmo com estruturas enxutas.
Para Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções Digitais, consultoria especializada em marketplace, o avanço do e-commerce tem um papel de extrema importância para o crescimento das empresas. “Os marketplaces concentram hoje grande parte da demanda do consumo online e funcionam como um ambiente inicial mais acessível para pequenos lojistas. Eles permitem que o empreendedor comece a operar, entenda a dinâmica do e-commerce e ajuste sua estratégia com base em dados reais de venda e comportamento do consumidor”, comenta.
Os números do estudo reforçam esse movimento. A pesquisa aponta que o número de compradores online deve crescer 2,5%, alcançando 96,87 milhões de pessoas em 2026. Já o volume de pedidos pode chegar a 457,38 milhões, alta de 5%, enquanto o tíquete médio tende a avançar 4,7%, atingindo R$ 564,96, indicando maior recorrência e maturidade do consumo digital no país.
Pensando nisso, Rodrigo listou 4 pontos que criam vantagens para quem vendem via marketplace:
Visibilidade
Os marketplaces concentram grande volume de acessos diários e já fazem parte da rotina de consumo do brasileiro, o que permite que pequenos negócios ganhem exposição desde o primeiro momento. Diferentemente de um canal próprio, que exige tempo e investimento para atrair tráfego, essas plataformas oferecem alcance imediato.
“As grandes plataformas de marketplace atuam como grandes vitrines, pois dão muito mais visibilidade na internet do que em sites próprios, o que sem dúvida é um dos principais diferenciais. Além disso, o lojista passa a disputar a atenção do consumidor dentro de um ambiente onde a compra já é uma decisão natural”, explica.
Baixo custo de entrada
Outro ponto decisivo é a redução dos custos iniciais. Ao operar dentro de marketplaces, o pequeno empreendedor utiliza uma infraestrutura já pronta, com meios de pagamento, sistemas antifraude e suporte tecnológico.
“Isso diminui significativamente o investimento necessário para começar e permite que o empreendedor valide o negócio antes de assumir custos mais elevados”, afirma o executivo.
Previsibilidade operacional
Ferramentas de gestão e relatórios de desempenho ajudam o lojista a compreender padrões de venda, sazonalidade e comportamento do consumidor, tornando a operação mais previsível.
“Com acesso a dados consolidados, o pequeno lojista consegue planejar melhor estoque, preços e campanhas, tomando decisões mais embasadas”, destaca.
Logística integrada
A logística de entregas, um dos principais desafios do e-commerce, também se torna mais simples dentro dos marketplaces, que oferecem soluções integradas de envio, prazos e, em alguns casos, gestão de devoluções.
“Quando a logística deixa de ser um gargalo, o empreendedor pode focar no que realmente importa: produto, atendimento e estratégia”, pontua.
Além disso, atuar dentro de ecossistemas consolidados permite testar produtos, ajustar preços e estruturar processos antes de investimentos mais robustos em canais próprios, como lojas virtuais independentes ou estratégias omnichannel.
“Com todas essas vantagens, em 2026, os marketplaces se consolidam como um ponto de partida estruturado para quem deseja empreender no digital, oferecendo escala, aprendizado e inserção competitiva em um mercado cada vez mais profissionalizado”, conclui Rodrigo.
Sobre a Petina: Fundada em 2015, a Petina Soluções Digitais é pioneira na gestão de negócios online para indústrias, marcas e importadores nos principais marketplaces do Brasil e do exterior. Já atendeu mais de 4.200 clientes, movimentando R$ 60 milhões mensais em vendas. Foi eleita Melhor Consultoria pelo Mercado Livre em 2021 e 2022 e responde por mais de R$ 1,5 bilhão em GMV anual.