Viagens e férias: como manter a rotina da alimentação natural do pet fora de casa

 Veterinária orienta sobre alimentação e hidratação em viagens de carro e avião, além de cuidados na hospedagem e na chegada ao destino

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Com a chegada das férias, aumenta a movimentação de famílias que viajam com seus pets ou os deixam em hotéis especializados. Nesse período, a grande dúvida dos responsáveis por pets é como manter a rotina alimentar dos animais, especialmente aqueles que já seguem a alimentação natural. Segundo Gabriela Corte Real, veterinária de A Quinta Pet, foodtech brasileira de alimentação natural para cães, com organização simples é possível manter a dieta natural mesmo em deslocamentos longos. 

 

Viagens de carro ou avião - Antes da viagem, a recomendação é oferecer uma refeição leve e sem excessos. Para trajetos mais longos, a orientação geral é alimentar o pet de duas a três horas antes de sair, garantindo digestão adequada e reduzindo o risco de náuseas. Segundo Gabriela, em viagens de carro o ideal é fazer paradas a cada duas horas para que o animal caminhe, faça necessidades e alivie possíveis enjoos. No avião, a rotina alimentar pode ser retomada após o desembarque. Já a oferta de água deve ser moderada antes do deslocamento de carro e, no caso de voos, apenas após o pouso. 

 

Uma dica para as viagens é utilizar a alimentação natural em sachê, visto não necessitar de refrigeração enquanto fechados, o que elimina riscos de contaminação mesmo em deslocamentos longos. Depois de aberto, porém, o sachê deve ser consumido na hora ou refrigerado conforme orientação do fabricante. A recomendação é evitar exposição direta ao calor — como deixar o produto no painel ou porta-malas quente — e transportá-lo na mala de mão ou em bolsa. Depois de aberto, caso o conteúdo não seja totalmente consumido, o armazenamento em bolsa térmica é indicado para preservar a qualidade do produto. 

 

Além da alimentação, a hidratação merece atenção especial. Segundo Gabriela, muitos responsáveis pelos pets não percebem que cães e gatos desidratam com facilidade em ambientes quentes, mesmo quando estão em repouso dentro do carro. Vale oferecer potes extras de água fresca nos locais de parada da viagem, incluir cubos de gelo na água (se o pet aceitar bem) e, para quem já utiliza alimentação natural, aproveitar o teor de umidade do alimento — que naturalmente ajuda a manter o animal hidratado. 

 

Ao chegar no destino da viagem, o indicado é permitir que o pet caminhe, explore o ambiente e faça as necessidades antes de oferecer a refeição principal. Ela explica que a mudança de ambiente pode afetar temporariamente o apetite e que pequenas estratégias ajudam na adaptação: manter os mesmos horários de casa, oferecer a refeição em um local tranquilo e sem estímulos excessivos e, se o pet estiver mais ansioso, dividir a porção em duas partes menores. “Alguns animais demoram algumas horas para comer no primeiro dia, o que é normal em viagens. O importante é manter a rotina e evitar mudanças bruscas na dieta. Ajustes leves, como aquecer levemente a comida para estimular o olfato, ajudam na adaptação”, destaca a veterinária de ‘A Quinta’.  

 

Orientações para os hotéis pet - Já para os responsáveis que optarem pelos hotéis pets, a orientação é enviar as refeições em porções, identificadas com horários e quantidades. Também é importante orientar sobre a forma correta de servir — temperatura, mistura com água e preferências do pet — além de confirmar se o estabelecimento possui geladeira adequada para armazenamento.  

 

Alinhar ainda os alimentos que não devem ser oferecidos, bem como os petiscos permitidos para garantir que a rotina alimentar seja respeitada. Outra dica é informar como o pet costuma se comportar quando está ansioso (perde o apetite, come mais devagar, etc.). “Hotéis costumam ter uma rotina própria, então quanto mais claras forem as instruções, maior o bem-estar do pet durante a hospedagem”, reforça. 

 

Ao voltar da viagem ou hotel, a especialista destaca que alguns animais podem estar mais cansados ou excitados. A recomendação, segundo ela, é retomar imediatamente a dieta habitual, sem oferecer petiscos extras em excesso como ‘recompensa’, e observar hidratação e fezes nas primeiras 24 horas — alterações leves podem acontecer pelo estresse da viagem. 

 

Sobre A Quinta Petfoodtech brasileira de alimentação natural para cães. Em 2021, introduziu no mercado um novo sistema de envase em sachês, permitindo a distribuição de alimentos prontos e sem necessidade de refrigeração — solução que representou avanço logístico e de segurança alimentar frente aos modelos congelado e enlatado. O modelo contribuiu para ampliar o acesso à alimentação natural, até então restrita a nichos específicos. Em 2025, a empresa iniciou sua expansão internacional, começando por Portugal. Atualmente, atende mais de 1,2 mil responsáveis por pets em seu plano de assinatura e está presente em aproximadamente 600 pontos de venda.   

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