Divulgação
Popular, Populares seguem em cartaz no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo durante as férias de fim de ano
Com a chegada das férias escolares e o ritmo mais desacelerado da cidade no fim do ano, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo se consolida como um importante destino cultural em São Paulo. O Museu reúne exposições em cartaz que atravessam o fim de 2025 e seguem ao longo de 2026, dialogando com arte contemporânea, memória, ancestralidade e experimentação.
A História Inventada e a Invenção de Histórias, de Roméo Mivekannin - curadoria de Claudinei Roberto da Silva

Aberta ao público em dezembro, A História Inventada e a Invenção de Histórias, de Roméo Mivekannin, é a exposição mais recente em cartaz no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Primeira mostra do artista franco-beninense no Sudeste brasileiro, a exposição reúne 41 obras, sendo 27 trabalhos produzidos em seu ateliê em Paris e 14 peças do acervo do Museu, estabelecendo um diálogo entre imagens consagradas da história da arte e narrativas da diáspora africana. A mostra integra o calendário oficial do programa cultural França–Brasil 2025 e permanece em cartaz até 29 de março de 2026.
Orquestra — Xirumba - (curadoria de Ariana Nuala e Rosa Couto)

Em Orquestra, Xirumba apresenta fotografias que articulam corpo, território e celebração, reunindo retratos de figuras centrais da cultura popular brasileira, como Dona Selma do Coco, Lia de Itamaracá, Miró da Muribeca e Mestre Salustiano. Instalado sob a Marquise do Parque Ibirapuera, o projeto transforma o espaço público em sala expositiva, afirmando a rua como palco, rito e arquivo vivo. A exposição segue em cartaz até 22 de fevereiro de 2026.
Como a Terra Respira — Isa do Rosário - (curadoria de Ariana Nuala e Rosa Couto)

Primeira exposição individual de Isa do Rosário em um museu, Como a Terra Respira reúne cerca de vinte obras em pintura, colagem têxtil, bordado e bonecas abayomi. Estruturada em três núcleos — Orixás, Serpentes e Negritude/Religiosidade —, a mostra propõe uma relação entre espiritualidade e materialidade a partir de técnicas e gestos ancestrais. O núcleo Serpentes atua como eixo conceitual da exposição, evocando a ideia de que o movimento subterrâneo faz a terra respirar. A exposição segue em cartaz até o dia 22 de fevereiro de 2026.
Silêncio Retumbante — Izidorio Cavalcanti - curadoria de Ariana Nuala, Rebeka Monita e Rosa Couto

Em Silêncio Retumbante, Izidorio Cavalcanti (curadoria de Ariana Nuala, Rebeka Monita e Rosa Couto) apresenta um conjunto de instalações, objetos e videoperformances que investigam o branco não como cor, mas como uma infraestrutura simbólica e política. A partir do uso de materiais do cotidiano — como sabão, sucata industrial, piões cortados e camisas bordadas —, o artista tensiona hierarquias visuais, memórias silenciadas e os modos de construção da imagem. Recém-inaugurada, a exposição segue em cartaz até 29 de março de 2026.
Singular Plural — Rubem Valentim - curadoria de Hélio Menezes

Além das exposições temporárias, o público pode visitar mostras de longa duração. Singular Plural — Rubem Valentim permanece em cartaz até 8 de março de 2026 e apresenta obras do acervo do Museu distribuídas em dois espaços, com recursos de acessibilidade como reproduções táteis, jogos interativos e mapas táteis, ampliando a experiência sensorial do visitante.
Popular, Populares - curadoria de Hélio Menezes

Já Popular, Populares segue em cartaz até 8 de março de 2026, com possibilidade de prorrogação. A exposição propõe uma reflexão crítica sobre as noções de arte popular, reunindo produções de artistas negros e indígenas e convidando o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldaram o entendimento do “popular” no Brasil.
Serviço
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo - Parque Ibirapuera, Portão 10
Endereço: – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo/SP
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 17h
Fechado: 24 e 25 de dezembro; 31 de dezembro e 1º de janeiro
Ingressos: R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia)
Quartas-feiras: gratuito
Classificação: Livre
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.